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Gravataí era o reduto de estelionatários na venda de casas de madeira

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Foi na manhã desta quinta-feira (20) que agentes do Deic e da Delegacia do Consumidor (Decon) embargaram a operação de duas construturas e prenderam os dois proprietários suspeitos de estelionato e associação criminosa. A fraude não era muito mirabolante, mas segundo a investigação, já havia lesado mais de 15 pessoas em todo o Estado e movimentado mais de R$ 300 mil reais.

Procurando uma residência para morar, os compradores acabavam se deparando com o valor das casas pré-fabricadas muito abaixo do valor de mercado, comparado com as demais empresas, a grande maioria, localizadas ao longo da ERS-020, em Gravataí. Pela facilidade na documentação e com um valor fora da tabela, eles acabavam caindo no golpe. Ainda segundo a polícia, o bando arrecadava o valor de entrada dado pelas vítimas e nem se quer iniciavam a obra, fechando as empresas e reabrindo em nome de novos ‘laranjas’ e com outros endereços.

Conforme a investigação, os estelionatários já haviam praticado os crimes nas cidades de Porto Alegre, Viamão, Santa Maria, Igrejinha, Torres, Capão da Canoa, Gravataí, Joia e Bossoroca. Além das duas prisões ocorridas em Gravataí, outros sete mandados de buscas foram cumpridos nas residências dos envolvidos, e que seriam proprietários das empresas Constru Ramos e Construforte.

Homicídios atacou em nove na operação do Heitor

Há cerca de um mês atrás, os estelionatários do ramo já tinham sido alertados do desmoronamento de suas fraudes. Isso porque a investigação de um homicídio levou os policiais da Delegacia de Homicídios de Gravataí a apurar por cinco meses as atividades ilícitas de nove empresas com sede em Gravataí.

Batizada de Operação Heitor – nome de um dos personagens da história dos Três Porquinhos, que era responsável pela construção da casa de madeira, a polícia indiciou oito pessoas que faziam parte do esquema. Eles ainda abriam elas uma do lado da outra para parecerem concorrentes, afim de induzir o consumidor a comprar na construtora que oferecia o menor valor, que chegava a ser oito vezes menor do que o preço de tabela.

Madecasas, Mad Arte, Madearte, Aliança, União, Ideal, Central Das Casas, RS Casas e Construart foram confirmadas pela investigação como as empresas que aplicavam os golpes. Cerca de R$ 16 mil reais foram apreendidos em um dos locais. A justiça também decretou o sequestro de mais de um milhão de reais em bens. Um veículo de luxo também foi apreendido no dia da ação.

Prejuízo para quem é correto

Não só as vítimas ficavam prejudicadas com os golpes, mas também as demais empresas que trabalham com a fabricação de casas de madeira ao longo da ERS-020. Na Operação Heitor, o Giro de Gravataí conversou com um empresário, que por questões de segurança preferiu não se identificar. Ele apontou a queda nas vendas após as fraudes ocorridas em Gravataí e região.

“Esse caras se aproveitaram das empresas que atuam há anos nesse ramo e viram que era possível tornar o negócio uma fraude. Inclusive eles se instalavam ao longo da ERS-020 para parecer se misturar as demais empresas. Só que isso acabava quebrando todos nós. Eles vendiam por valores dez vezes menor do que o mercado vende. Ganhavam o cliente, mas nunca entregavam. Só que colocou todos sob suspeita. Agora vai ser difícil tirar essa imagem”, contou o empresário que há oito anos atua no ramo.

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