Caso Maria Aline: Quase três anos de um verdadeiro mistério

Maria Aline

Gabriel Siota Ganzer – Giro de Gravataí 

Quase três anos se passaram, porém o crime ainda é um mistério não só para familiares e amigos, mas também para os próprios investigadores do caso. Policiais de Alvorada e Gravataí ainda tentam resolver o quebra-cabeça e descobrir quem foi o assassino da jovem Maria Aline.

Tudo começou no dia 08 de agosto de 2014. Maria Aline Ourique, na época com 15 anos, saiu do bairro Vila Conceição, em Gravataí, onde morava com os pais, para mais um dia do ano letivo. Ela fazia praticamente todos os dias o mesmo caminho, de sua casa até o Colégio Estadual Nicolau Chiavaro Neto; a jovem, no entanto, nunca chegou à escola.

Após a confirmação do desaparecimento, amigos e familiares se uniram para tentar localizar a jovem, porém, no final da tarde do mesmo dia, a Polícia Civil foi informada de um corpo encontrado já sem vida no município de Alvorada. Um morador localizou na Rua Arno Feijó, paralela à ERS-118, o corpo de uma jovem de aparentemente 15 anos. Horas depois, a Polícia Civil confirmou: o corpo localizado em Alvorada era de Maria Aline.

As primeiras suposições

Logo após a localização do corpo, foram muitas as hipóteses das motivações para o crime. Em primeiro momento, foi constado que a jovem foi estrangulada antes de morrer. Havia também a suspeita de que ela teria sido vítima de abuso sexual, porém, mais tarde, laudos do Instituto Geral de Perícia (IGP) dariam negativo para a suposição.

A investida da Delegacia de Homicídios de Alvorada era para saber se a jovem foi vítima de um suposto serial killer. Quatro dias após sua morte, a Brigada Militar de Gravataí chegou a prender um suspeito do crime. Na delegacia, o homem foi ouvido por investigadores e logo após liberado. Mais tarde havia sido confirmado que o homem interrogado não tinha qualquer tipo de envolvimento na morte de Maria Aline.

Meses após as primeiras tentativas de pôr o responsável pelo crime atrás das grades, a Polícia Civil suspeitou que a jovem pudesse ter sido morta por uma pessoa conhecida ou que pelo menos conhecesse a rotina de Maria Aline. A hipótese nunca foi concluída, porém testemunhas informaram que no dia do crime avistaram a jovem com uma pessoa do sexo masculino, e não apresentava qualquer suspeita de que estaria sendo vítima de sequestro ou algo parecido.

A rede social pode ser a esperança para solucionar o caso

Maria Aline era um jovem que destinava seu tempo livre para navegar na internet e conversar através das redes sociais. Era no Facebook que Aline gostava de passar grande parte do tempo, e é ali também que a Polícia Civil espera que o caso seja concluído. A suspeita é de que a jovem possa ter marcado um encontro com um amigo virtual, mas sem a quebra do sigilo é impossível saber se ela mantinha contato com o executor. Pelo menos duas notificações foram enviadas ao Facebook para pedir acesso ao perfil da jovem. Entretanto, segundo os investigadores, os acessos ainda não foram liberados.

Sem previsões para conclusão

Por telefone, em uma conversa muito curta, ouvimos Dona Ieda, mãe da jovem Maria Aline. Ela conta que faz ligações quase diárias para a Delegacia de Homicídios de Alvorada, mas sempre ouve a mesma coisa: “o caso está sendo investigado”. Ao longo da última semana, tentamos contato com os responsáveis pela investigação do caso, mas não obtivemos retorno. A morte de Maria Aline Ourique é um dos casos mais complexos ocorrido nos últimos anos na região.

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1 comentário

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  1. brenda ourique
    Janeiro 30, 18:57 brenda ourique

    Primeiramente antes de publicar, peço que leiam corretamente as informações que estão passando. O nome da mãe da maria nao é Leda, mas sim, ieda! Obrigada!

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