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Investigação que apura crimes contra idoso em hospital deve ser concluída na próxima semana

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Everaldo com a advogada de defesa durante depoimento. O vigilante alega ter sido acusado de furto. Além disso, relatou ter sido agredido e sofrido racismo por parte dos funcionários do hospital. Foto: Gabriel Siota Ganzer/Giro de Gravataí

A Polícia Civil de Gravataí deve ouvir nesta próxima semana as últimas pessoas no inquérito que investiga os crimes denunciados pelo vigilante Everaldo da Silva Fonseca, de 62 anos, ocorrido durante um desentendimento após o sumiço do celular de uma funcionária no interior do Hospital Dom João Becker, no dia 18 de abril, em Gravataí.

O caso ganhou repercussão nacional por conta das graves denúncias feitas por Everaldo, que horas depois, conforme o atestado de óbito, perdeu a companheira, Maria Gonçalves Lopes, que estava internada por problemas no fígado.

Sem dar detalhes para não atrapalhar o restante das investigações, o delegado Márcio Zachello finaliza a análise de um vasto conteúdo de filmagem, disponibilizado pela direção da Santa Casa, que desde a data do caso, negou que Everaldo tenha sido agredido pelos profissionais.

“No início da semana vamos ouvir o restante das testemunhas e concluir o inquérito. Estamos confrontando algumas imagens já analisadas com o depoimento de quem já foi ouvido. Ao todo, 20 pessoas vieram até a delegacia e foram ouvidas pela equipe de investigação”, destacou Zachello.

Conforme apurado pela reportagem ao longo da investigação, pelo menos três crimes estariam enquadrados no relato de Everaldo. No último dia 26, uma sindicância interna instaurada pela Santa Casa, mantenedora do Hospital Dom João Becker, demitiu três profissionais que estavam de plantão na madrugada do fato. Em nota por meio de assessoria, a direção voltou a negar a versão de agressão e racismo relatada por Everaldo, mas decidiu pela demissão do trio por ‘não estarem de acordo com a conduta ética da instituição”, conforme cita documento.

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