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Polícia Civil ataca em Las Vegas de Gravataí

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A cidade de Las Vegas, que fica em Nevada nos Estados Unidos, é conhecida mundialmente pelos seus cassinos, que vão dos mais tradicionais, como o Wynn, Excallibur o Bellagio e os mais modestos, que ficam em locais mais afastados do centro da cidade, considerada também uma das mais populosas do mundo.

Em Gravataí não é diferente, de acordo a polícia. Na operação Estrela Solitária – analogia ao simbolo da equipe do Botafogo/RJ, que dá nome a rua aonde foi desencadeada a operação, os policiais, coordenados pelo delegado Rafael Sobreiro, entraram três locais que de acordo com a investigação, eram mantidos com máquinas caça-níquel, jogos de carta e bingo.

Cerca de 60 pessoas estavam jogando nas máquinas e participando do bingo no momento da ação, que contou com mais de 20 policiais. O local que funcionava como uma rede é o maior da região, o que levou a considerar o a rua e as imediações como “Las Vegas de Gravataí”

“O pavilhão concentrava a maior quantidade de máquinas e de jogadores. Na mesma rua outras duas casa eram mais discretas e funcionavam também para os jogos nas máquinas”, disse um policial. “Em uma das casas participavam apenas apostadoras selecionadas, com  maior poder aquisitivo”, completou o delegado Sobreiro.

Estrutura e organização chamam a atenção

A ação da 2° Delegacia de Polícia de Gravataí, que contou também com o apoio de policiais da Delegacia Regional, Delegacia de Homicídios e da Mulher, apreendeu uma grande quantia em dinheiro, além de máquinas de cartões de crédito e débito, apontando para uma rede organizada nos negócios ilícitos.

No pavilhão – reduto principal das apostas, os policiais localizaram uma espécie de oficina das máquinas. Diversos teclados, CPUs, HDs estavam sendo colocados nos computadores que futuramente seriam instalados e colocados o software dos jogos.

Nos três ambientes a polícia também notou uma grande quantia de alimentos e bebidas. Salgados, chicletes e cigarros eram distribuídos e comercializados entre os jogadores. No bingo os aniversariantes do dia também eram anunciados, com direito a placa na mesa, além dos troféus dados aos ganhadores do carteado. 

O local escuro também era uma artimanha utilizada pelos administradores, como informou a polícia. “Até a luz aqui era baixa, ou seja; o local ficava escuro para as pessoas perderam a noção do tempo, fazendo com que continuassem jogando. A sensação de saber que era dia poderia fazer com que o jogador fosse embora, ou não quisesse continuar, por isso era mínima iluminação”, disse o policial.

A origem da operação

 De acordo com o delegado Rafael Sobreiro, a investigação teve início após diversas denúncias anônimas de familiares e amigos preocupados com seus parentes, que estariam “viciados”nas máquinas, deixando salários de aposentadorias e realizando até empréstimos bancários. “Surgiu através destas denúncias. Eles informavam que seus pais, primos, filhos estavam vindo ate´aqui e deixando todo o salário, as vezes a única renda da família. A probabilidade de ganhar é praticamente zero, então eles acabavam em poucas horas deixando grandes quantias”, disse.

O material e o fim

O local já tinha sido fechado outras vezes. No entanto nesta batida, a juíza determinou que todo o material fosse removido dos locais e doados a uma clínica de reabilitação na cidade. Desde alimentos até as grades que protegiam o salão principal foram retiradas e levadas para a clínica. Fogões, geladeiras, televisores e demais eletrodomésticos também foram doados e levados pelos internos. Ninguém foi preso durante a ação. A polícia busca agora dar continuidade a operação para identificar os verdadeiros donos do local. 

Fotos: Giro de Gravataí/Especial

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