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Criminosos presos em Gramado após cerco de três dias tinham ‘QG’ em Glorinha

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Aos poucos, a Polícia Civil vai entendendo e esclarecendo os três dias mais violentos já registrados em Gramado e Canela, na Serra Gaúcha. A ocorrência começou quando criminosos tentaram sequestrar, na última sexta (01), um empresário de 70 anos, em Gramado. Pelo menos três criminosos encapuzados e armados com pistolas, entraram na propriedade e fizeram o homem e outros dois funcionários reféns.

Um dos veículos utilizados durante o confronto entre os criminosos e policiais. Foto: Polícia Civil RS/Divulgação

Em seguida, oito policiais civis, deslocados após denúncia de familiares do empresário, chegaram para realizar a abordagem. Os criminosos desobedeceram a ordem de parada e atropelaram dois agentes. Em seguida, trocaram tiros com os policiais, que furaram o pneu da Hilux, e bateram contra um carro da polícia. O trio, então, abandonou a caminhonete com as vítimas dentro e fugiu para a mata.

Prisões entre sábado e domingo

No sábado (02), policiais de diferentes cidades da Serra Gaúcha realizam cercos na região aonde os criminosos poderiam estar se escondendo. Entre a manhã e tarde do mesmo dia, a Polícia Civil prendeu envolvidos. Um deles foi encontrado na mata, na localidade de Várzea Grande, no interior do município, com duas pistolas 9 milímetros.

As outras quatro pessoas detidas, de acordo com a polícia, seriam integrantes da quadrilha e dariam suporte para a fuga dos três criminosos que efetuaram o sequestro. Duas mulheres foram presas na mesma localidade.

Cercos foram feitos em Gramado e Canela. Foto: BM/Divulgação

Já no domingo, a polícia prendeu outro suspeito de tentar fazer resgate, além de mais um suspeito que estava no mato. Baleado em confronto, ele foi encaminhado ao hospital em estado grave. No mesmo dia, três pessoas foram feitas reféns dentro de um carro em Gramado.

O suspeito de praticar o crime, que conseguiu fugir a pé para um matagal em Canela, seria o terceiro participante do assalto ao sítio na sexta. O cerco policial em Gramado foi desmobilizado, e outro foi montado em Canela.

QG do bando era em Glorinha, diz polícia

Com a sete prisões e um oitavo suspeito ainda sendo procurado, a Polícia Civil e a Brigada Militar (BM) realizaram uma coletiva de imprensa para esclarecer a série de crimes que assolou a região nos últimos três dias. Investigados por ataques a banco e outros crimes, o bando que ‘tocou o terror’ na serra seria liderado por dois irmãos, donos de uma oficina mecânica em Sapiranga.

Materiais encontrados no sítio, em Glorinha. Foto: Polícia Civil/RS

Conforme o delegado Heliomar Franco, o grupo criminosos possuia também um sítio em Glorinha, utilizado como uma espécie de Quartel General ‘QG’. Durante as investigações, policiais descobriram no local 44 kg de explosivos, um veículo clonado e com blindagem, toucas ninja, miguelitos e o cofre de um primeiro assalto, ocorrido em outubro, além de outros 10 veículos, que eram utilizados em forma de rodízio pelo bando.

“É uma quadrilha fortemente armada, de indivíduos de alta periculosidade, com antecedentes gravíssimos e envolvida em diversos crimes, como assaltos à banco e carros fortes. São assaltantes profissionais, não se importam em enfrentar a polícia”, esclareceu o delegado em coletiva nesta tarde (04).

 

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