Ibama determina eutanásia para mais de 300 cervos no Pampa Safari em Gravataí

Foto: Pampas Safari | Divulgação

Desde 2013, o parque Pampas Safari, localizado na altura do km 11 da ERS-020, em Gravataí, tem sido alvo de uma série de denúncias de diferentes órgãos fiscalizadores. Ainda em 2013, a interdição do parque ocorreu devido à comprovação laboratorial pela Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS, através de uma necropsia, que animais de diferentes espécies morreram no local por tuberculose bovina.

A denúncia naquela época também destacava diversas outras irregularidades pela administração do parque, como; área de manutenção e armazenagem de alimentos em péssimas condições e carcaças de animais parcialmente decompostas ao ar livre, sem critérios sanitários e ambientais.

Em julho de 2017, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), juntamente com o Ministério Público (MP) e a Secretaria Estadual de Agricultura, determinou que pelo menos 300 cervos que ocupam as imediações do Pampas, sejam abatidos devido ao descontrole da tuberculose bovina. Assim o parque, que já estava fechado para reformas, não será mais aberto para visitação.

Fundação Municipal do Meio Ambiente analisa o caso e busca dados mais aprofundados

O Giro de Gravataí conversou por telefone com o biólogo Jackson Muller, titular da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FMMA) sobre o fechamento do parque. Jackson informou que a fundação teve conhecimento da determinação do Ibama em aplicar eutanásia nos 300 cervos com tuberculose, mas ele garante que está buscando dados mais aprofundados para que seja comprovada a doença nos animais.

“Neste momento temos que ter muito cuidado em simplesmente aplicar a eutanásia nestes animais. Temos que fazer isso de forma estudada para que tenhamos a prova de que esses animais estão realmente com tuberculose. Temos que garantir que eles não estão morrendo por outro tipo de doença, pois isso acarretaria em uma nova investigação”, contou ele.

 


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