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Relatório do Conselho de Saúde vai pedir a intervenção do MP no hospital após denúncias de idoso

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Foto: Giro de Gravataí/Especial

A investigação policial que apura as denúncias registradas pelo vigilante Everaldo da Silva Fonseca, de 62 anos, segue na delegacia sob a responsabilidade do delegado Márcio Zachello. Everaldo acusa profissionais do hospital de agressões e racismo por conta de um celular que havia sumido e foi encontrado em uma sala da casa de saúde. Investigadores continuam ouvindo testemunhas e buscam terminar a análise das câmeras de vigilância do hospital para saber se ocorreu a violência contra o idoso.

Por outro lado, o Conselho Municipal de Saúde tem acompanhado a situação de Everaldo, que um dia depois da ‘humilhação’, como ele mesmo avalia, enterrou sua esposa numa cerimônia simples e silenciosa, no Cemitério Municipal do Rincão.

Entretanto, os oito membros da mesa diretora do Conselho, que analisaram a sindicância interna. No documento, o hospital nega os crimes, mas anuncia que demitiu três profissionais envolvidas no episódio. O Conselho prepara um relatório para ser encaminhado aos órgãos competentes, incluindo o Ministério Público (MP).

Conforme o presidente, Marcelo Nascimento, no relatório serão expostas a avaliação dos profissionais, bem como algumas medidas, ‘firmes’ a serem tomadas na casa de saúde. “Nosso intuito é melhor o funcionamento e o atendimento do hospital. Estamos pontuando ainda nosso relatório que será finalizado nesta semana. Não vamos dar detalhes, mas seremos firmes e exigimos uma postura do hospital, principalmente no seu atendimento, quando se trata do SUS.

Conselho acompanhou o idoso após o ocorrido. Foto: Conselho Municipal de Saúde de Gravataí/Divulgação

Nós não queremos guerra com eles, mas é inadmissível estas denúncias, que são corriqueiras, pois recebemos aqui no conselho diversas. Esse documento vai para o Ministério Público (MP), no qual também pedimos a intervenção deles para que possam auxiliar o hospital em novas posturas”, destacou Marcelo, que acompanhou o vigilante nas primeiras horas, enquanto ainda aguardava na porta do hospital a autorização para encaminhar o enterro da esposa, que acabara de falecer.

Marcelo também destacou a demissão das funcionárias. “Não está especificado na sindicância do hospital o motivo pelo qual eles demitiram três profissionais. Apenas dizem que não estavam de acordo com a conduta deles. Até mesmo essa nota mostra a dificuldade dessa relação com os profissionais. Queremos ouvi-los também, saber deles o que se passa ali no hospital”, disse o presidente do Conselho.

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