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Após um mês, gravataiense solto por engano segue fugindo da polícia

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Gravataiense foi colocado em liberdade após um erro no processo de verificação. Foto: CNJ/Divulgação

A soltura equivocada de Lucas Camargo Larratea ainda está sendo apurada com a abertura de uma sindicância na Cadeia Pública de Porto Alegre. Ao 27 anos, Larratea era considerado pela polícia um dos nomes mais respeitados da Gangue da Ladeira – célula da facção Os Manos, que tem como líder o traficante Vinícius Antônio Otto, o Vini da Ladeira.

No dia 20 de dezembro, um alvará de soltura chegou para Larratea. Era referente a um flagrante de tráfico de drogas, quando foi preso em 2018. Após a checagem no sistema, ele saiu pela porta da frente da Cadeia. Entretanto, Larretea deveria permanecer preso por conta de uma condenação de homicídio. Depois de sua soltura, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) confirmou o erro, tornando o suspeito foragido do sistema.

A fim de evitar a chamada “execução provisória da pena”, valho-me, como forma de decidir, do recente julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal (ADC 43/DF, ADC 44/DF e ADC 54/DF) e, ainda, das liminares em Habeas Corpus concedidas nos processos relativos à Operação Clivium e, assim de ofício, CONCEDO A LIBERDADE PROVISÓRIA aos sentenciados”, diz a sentença.

Responsável pela Brigada Militar (BM) de Gravataí, major Luis Felipe Neves garante que as buscas seguem. “Continuamos com o nosso trabalho diário, mas sempre estamos em cima da captura dele. Temos os endereços, locais que frequenta e assim vamos monitorando. A prisão do Larratea é muito importante para nós”, ressaltou Neves.