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Polícia

Vizinhos denunciam abandono de idosa de 94 anos em Gravataí; Ministério Público apura o caso

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Idosa apresentava infecções nas pernas e não tinha força para se levantar do sofá. Foto: Giro de Gravataí/Especial

Moradores da Travessa Luiz Só, na Morada do Vale I, em Gravataí, se reuniram na noite do último sábado (19) para tentar dar fim a uma situação que há meses vinha chocando os residentes daquela localidade. Em uma casa naquela rua, uma idosa de 94 anos vive sozinha, e nos últimos dias, devido à complicações de saúde, deixou de caminhar, ficando dependente de suas vizinhas, que precisavam se revesar entre a alimentação, higiene pessoal da idosa e limpeza da casa, que também devido à idade avançada, impossibilita ela de fazer coisas simples; como ir ao banheiro.

“Ela sempre viveu aqui sozinha, mas ultimamente vimos a situação dela e começamos a ajudar. De uns dias para cá, ela estava com feridas infeccionadas, principalmente na perna. Aparentava fraqueza por conta da fome, já que não conseguia fazer comida e não tinha condições de ir no banheiro. Ela tava fazendo tudo ali, sentada no sofá, aonde também dormia há pelo menos dois dias. Já avisamos as filhas, mas não tem jeito. Fui até xingada na última vez que avisei que a vozinha estava passando por problemas”, contou Rosângela Terra Soares, de 51 anos.

O nome da idosa não será divulgado nesta reportagem.

Para o líder comunitário do bairro, Ricardo Fernandes, a situação da idosa ultrapassou todos os limites. “Fiquei sabendo há alguns dias, então vi que as vizinhas estavam mobilizadas, ajudando na limpeza, na alimentação dela. Dentro de casa tem comida, mas ela não pode fazer, não consegue sair do sofá. Por isso vim aqui ver como podemos nos unir para ajudar ela. Das quatro filhas, só uma vem aqui ver ela. Entra ali, acho que dá os remédios e vai embora. Mas não é o suficiente. Alguém tem que ficar permanentemente. Ela não consegue fazer mais nada. É difícil, no final da vida ter que passar por isso”, ressalta Fernandes, de 64 anos.

Guarda Municipal foi chamada pelos vizinhos para comprovar o abandono da idosa. Foto: Giro de Gravataí/Especial

Desorientada e com erisipela – doença infeciosa nas primeiras camadas da pele, os moradores resolveram chamar a polícia para resolver a situação, já que segundo as vizinhas, os contatos com as filhas da idosa eram em vão. Uma viatura da Guarda Municipal foi acionada para verificar a denúncia. Uma ambulância também foi até o endereço, fez o atendimento, mas não a removeu para o hospital. Agentes da Guarda tentaram contato com responsáveis. Uma das filhas, conforme consta no boletim de atendimento, informou que não poderia comparecer ao local.

Na manhã seguinte, moradores foram até a delegacia e registraram uma ocorrência informando a situação, alertando também o Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMPI). Nesta última quarta-feira (21), representantes do Conselho e da assistência social do Pronto Atendimento 24 horas estiveram na residência e constataram o abandono. Uma ambulância da Prefeitura foi acionada, que encaminhou a idosa para exames. Ainda segundo os agentes de saúde, os ferimentos na perna haviam se agravado e apresentavam ainda mais secreções.

Ministério Público apura abandono

A assistência social tentou novamente o contato com as filhas, mas sem sucesso. Uma outra ocorrência policial foi feita na 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí. Um relatório feito pelas responsáveis no atendimento foi remetido à Promotoria do Idoso, que tomará às medidas cabíveis. Ainda conforme as assistentes, o Ministério Público (MP) já tinha conhecimento do caso devido a uma outra denúncia referentes as condições da idosa.

Desde o dia da comunicação de crime através da ocorrência, a reportagem do Giro de Gravataí busca contato com as filhas da idosa, mas sem sucesso. Mensagens foram enviadas, mas não foram respondidas. Conforme informações extraoficiais, os enfermeiros suspeitam que a idosa esteja também com princípio de pneumonia. Segundo a coordenação do Pronto Atendimento 24 horas, ela segue internada sem previsão de alta.

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