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Vereador é inocentado e responderá apenas por maus-tratos em caso de quase 800 quilos de maconha em seu pátio

Furgão foi usado para o transporte da carga. Foto: Gabriel Siota Ganzer/Giro de Gravataí

O inquérito já está fechado e deverá ser remetido ao judiciário na próxima semana. Nele, com mais de 500 páginas, a polícia identificou o proprietário dos quase 800kg de maconha que foram localizados em um terreno que faz divisa com a casa do ex-caminhoneiro, e atual vereador de Gravataí, Mário Peres – pivô do escândalo, já que era o única pessoa identificada no dia da operação, e que estava ligada ao enredo.

Sem vínculo no papel com o imóvel, a polícia identificou que o vereador administrava os contratos de locação do terreno e do galpão – aonde a droga havia sido encontrada. Em depoimento, ele alegou que não tinha relação com o material apreendido, e que como empresas funcionavam ali, nunca suspeitou da entrada e saída de veículos, que segundo a investigação, eram frequentes.

Dentro do galpão, três veículos foram encontrados. Um mini furgão, que tinha uma expressiva quantidade da carga, além de dois automóveis. Um deles, peça-chave para identificar o chefão do esquema. Dois deles eram clonados. O terceiro carro, um Nissan/Tida, que também armazenava a droga, tinha como proprietário o suspeito de ser o dono da droga.

O homem de 33 anos já tem passagens pelo mesmo crime e seria ligado a uma facção atuante também na serra e norte do estado, já que havia sido preso na cidade de Passo Fundo. Conforme apurou a investigação, ele teria alugado o pavilhão para abastecer pontos de tráfico de drogas da região. Dias antes da “batida” no local, cerca de 50kg da droga já haviam saído do pavilhão em direção aos pontos.

O que sobrou para o vereador?

Durante todo o inquérito, familiares, amigos e pessoas que locavam imóveis do vereador foram ouvidas para apurar se ele tinha algum envolvimento indireto no esquema. De acordo com o delegado Gustavo Bermudes, titular da 2ª DP, o vereador não é o responsável pela droga. “Ele poderia ter conhecimento do que acontecia ali, mas na investigação ficou claro o responsável pelo material. O vereador era o administrador do terreno, não tinha ligação direta com a droga. Foi o que a investigação levantou”, contou o delegado.

Ainda segundo Bermudes, Mário Peres será enquadrado pelo crime de maus-tratos, já que no local a Fundação do Meio Ambiente (Fmma), chamada pela polícia, constatou que cerca de seis galos utilizados para rinha estavam confinados em um pequeno espaço, expostos e apresentavam lesões, típicas das brigas na qual eram submetidos. Além disso, uma arena e diversas esporas, remédios e seringas foram apreendidas no local – em uma peça ao lado do galpão com a droga.

A polícia identificou também com a empresa Rio Grande Energia (RGE) que havia um desvio na fiação elétrica, ficando comprovado o famoso “gato” na luz. No entanto, o crime de furto de energia será atribuído ao dono do imóvel. A apreensão foi a maior de uma delegacia distrital na cidade. Ela ficou também como a terceira maior apreensão de droga no RS naquele ano.

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