Tio-avô será indiciado por falso sequestro de criança em Gravataí



Nos próximos dias a 1ª DP de Gravataí deve encaminhar o inquérito policial e indiciar o homem que forjou o sequestro de seu filho de criação, no início do mês de agosto, em Gravataí. O caso que tomou conta das redes sociais, chamou a atenção da polícia que logo descobriu que a história estava mal contada. O homem que comunicou o sumiço, na verdade é o é tio-avô da criança de 12 anos. Segundo ele, o garoto jogava bola com outras crianças no Bairro Neópolis, quando foi levado por homens em uma Kombi.

As suspeitas

Os agentes da Polícia Civil logo iniciaram as investigações sobre o suposto sequestro. O primeiro ponto que chamou a atenção, foi porque o tutor da criança, havia registrado a ocorrência do sequestro, quase 24h após o fato.

Outro fato que chamou a atenção dos agentes, foi o depoimento do homem no registro da ocorrência. Conforme a polícia, ele alegou que o garoto havia sido raptado e teria sido avisado por outros garotos que jogavam bola com o menino, porém ele não soube informar a identificação das supostas testemunhas.

 

No início da tarde de quarta-feira 03/08 através de uma denúncia anônima, a Polícia Civil recebeu uma ligação de que o garoto de 12 anos havia sido visto na própria residência onde morava. Para a polícia ele contou que após ficar “preso” em uma casa, havia sido deixado por dois homens próximo do local.

A descoberta

Imagens de uma residência próxima da casa, desmentiram tanto a versão do tutor quanto a do próprio garoto. O circuito de câmeras registrou o momento em que a criança saia da residência, como se nada tivesse acontecido, como explica o Delegado Gustavo Brentano, “Na verdade o garoto foi encontrado de um lugar de onde ele nunca havia saído. Ele sempre esteve ali”. contou
O homem, tio-avô da criança, manteve sua versão no depoimento. Ainda na investigação, os policias descobriram que ele havia ganhado a guarda do garoto e supostamente teria um relacionamento com o pai da criança.

O que motivou?

Conforme as informações coletadas ao longo do mês, a história teria sido orquestrada por motivo eleitoral. Isso porque o tutor da criança era pré-candidato a vereador pelo município de Cachoeirinha. Conforme informações extra-oficiais, o tio-avô tinha a intenção de forjar o sequestro e angariar fundos com um suposto resgate, tudo isso para alavancar financeiramente sua campanha eleitoral. Após o caso,  ele desistiu da candidatura.

Ele poderá ser preso

Agora cabe a Polícia Civil concluir o inquérito e indiciar as devidas pessoas envolvidas na história. Se comprovado, o tio-avô da criança poderá ser preso por comunicação falsa de crime, que está prevista no artigo 340 do Código Penal Brasileiro. A criança passa por acompanhamento psicológico e está sob os cuidados de uma tia.


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