Esporte

Tem Gravataiense disputando mundial no Japão

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Neste fim de semana, Gustavo Draga da Rocha luta pelo título de campeão mundial de Sumô, na cidade de Sakai, na província de Osaka. Além de defender a Seleção Brasileira e a equipe do Rio Grande do Sul, ele também é atleta do município. O esporte, não muito comum por aqui, entrou na vida dele em 1992. “Fui convidado por amigos japoneses e outros, que já treinavam”, lembra. Seus primeiros passos no esporte foram com a orientação do sensei Kioshi Takagui.

Gustavo Rocha quer o título no outro lado do mundo. Foto: Divulgação

“O início já testou a persistência. É um esporte que exige muita disciplina e dedicação, nos leva ao limite e sempre mostra que somos capazes. Isso se reflete na vida em todos os momentos”, analisa.

Gustavo é produtor rural e trabalha em uma empresa de transporte e logística em Gravataí. Além do emprego e dos treinos de Sumô, ele ainda encontra tempo para praticar Jiu-jitsu. O lutador revela que as duas artes se complementam. “O Sumô tem a pegada e muita base, o Jiu-jitsu com a versatilidade de golpes e muita flexibilidade. Para mim excelente”, explica.

A motivação

O atleta explica a motivação para conseguir conciliar tantas atividades. “Parte da disciplina é amor pelo esporte, o apoio da minha esposa Daiane, a família os colegas de treino. Deveria citar vários, mas vou me referir como a ‘família sumô'”, relata, lembrando também os companheiros de Jiu-jitsu, da Alliance/Gravataí, treinados pelo sensei Cléber.

No Sumô, o objetivo fundamental é tirar o oponente do círculo onde a luta acontece, ou então derrubá-lo. Após o início da disputa, apenas os pés do lutador podem tocar o solo. Como poucos conhecem o esporte no Brasil, Gustavo seguidamente precisa explicar detalhes.

“Quando comento com as pessoas, elas sempre perguntam a relação do peso, e dizem que é só gordo que luta, sempre explico que existem categorias, a minha é até 100kg, médio”, ensina.

Enfrentando o fuso horário, já no Japão, onde o Sumô é muito popular, o lutador conversou com a nossa reportagem e lembrou a dificuldade de praticar o esporte por aqui. “No Brasil tudo é difícil, só falam em futebol, mas tudo bem, quem faz esse esporte sabe das dificuldades enfrentadas, e ainda o faz com muita vontade e muito amor”, analisa.

O 23° Campeonato Mundial de Sumô acontece nas próximas segunda e terça-feira (14 e 15).

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