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Quem é a assaltante de banco investigada por um homicídio de 2007 em Gravataí

A Crônica policial gravataiense é rodeada de figuras conhecidas e que de alguma forma fizeram parte do cotidiano de moradores nas conversas de bar, ou então nas rodas de chimarrão entre os vizinhos. Foram traficantes, assaltantes de banco, ladrões de carro forte, que por muitos anos figuravam a cidade nas guerras entre as “gangues” – hoje denominadas facções.

Como não lembrar do traficante Anderson Flávio Carvalho, conhecido no mundo do crime como Amoroso. Embora tenha sido morto em 2011, Amoroso foi um dos primeiros traficantes “conhecidos” em Gravataí. Na época de sua atuação, uma recompensa chegou a ser oferecida pela sua cabeça, devido as suas ações que resultaram em tiroteios e mortes na Vila Rica e região. Assim como Amoroso, outros bairros de Gravataí tinham seus “Pops Star” do crime, como o traficante “Frango”, conhecido por atuar na região da 74.

Embora os traficantes não tivessem atuado na mesma época na cidade, uma em especial se destacava, e mesmo com a passagens de comando, todos já ouviram falar, ou então já sabiam de sua fama, ainda que era a única mulher atuante no mundo da bandidagem. Andrea Brum Barreiro era um nome desconhecido para muitos, mas na sua região ela comandava o tráfico de drogas pelo apelido de Andrea Caolho. No último mês a Delegacia de Homicídios de Gravataí busca concluir um inquérito sobre a morte do pedreiro José dos Santos e da tentativa de homicídio contra o irmão dele, Roque dos Santos, no ano de 2007, sendo ela a mandante e executora do crime.

Antes do crime, a traficante era respeitada não só na venda de entorpecentes, mas também pelas suas participações em assaltos a joalherias, bancos e carros de transporte de valores. Com comparsas de Alvorada e Viamão, e sem as facções dos dias de hoje, Andrea surfava nas ondas de grandes roubos na região, ampliando seus “serviços” também para diversas outras cidades do estado.

Assaltos a bancos e o apelido

Era novembro de 2006, início da tarde, Andrea, acompanhada de outras três pessoas, chegaram na sede do Banco CitiBank, no bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre. No local renderam os vigilantes, roubaram suas armas e anunciaram o assalto. Pelo menos três armas foram levadas por eles na ação, e que rendeu o valor de R$ 154,30 para a quadrilha. E não parou por ai! A ladra e seus comparsas ainda realizaram diversos outro assaltos em cidades do interior.

E foi numa dessas, mais precisamente em Butiá, que Andrea ganhou o apelido de “Caolho”. Foi em uma troca de tiros com a Brigada Militar (BM) que ela foi atingida no olho esquerdo. Quando foi presa em sua casa, também utilizada como “biqueira” para o tráfico, foram localizadas armas, explosivos, coletes e diversos outros equipamentos para fazer o que até então era novidade para as quadrilhas da época, mas que ela já dominava como ninguém.

O crime de 2007 sendo elucidado

Conforme o depoimento de uma testemunha, que auxiliou a investigação, os irmãos trabalhavam na colocação de uma cerca em uma das casa do bairro Tom Jobim, quando a residência havia sido furtada. Sabendo quem fazia os roubos e furto na região, Roque e José, juntamente com o dono da casa – na época brigadiano, foram até os acusados do crime. No barraco eles confessaram ter trocado os equipamentos furtados por drogas, e ainda por cima, indicaram o local do brick.

Foto: Gabriel Siota Ganzer | Giro de Gravataí

Pensando em ajudar o casal, no qual prestavam serviços, os irmãos não imaginaram que aquela conversa com a traficante daria fim a vida de José, e por pouco não acabaria também com a de seu irmão. Lá foram eles para conversar com a “Caolho”. Ainda de acordo com o depoimento de testemunhas, Andrea não ficou nenhum pouco contente com a reivindicação por parte dos moradores, e resolveu armar uma tocaia para executar os irmãos.

Um dias após o fato Andrea e outros dois capangas ficaram escondidos em uma matagal, próxima da residência dos irmãos e executaram José, que saia para trabalhar naquele dia. Conforme as declarações contidas no inquérito. A vítima foi baleada e logo após foi executada com um disparo na região da cabeça, disparado por Andrea.

A Delegacia de Homicídios de Gravataí deverá concluir o inquérito do crime e indiciar Andrea por homicídio. Atualmente ela cumpre pena no Presídio Estadual Madre Pelletier, em Porto Alegre. Durante uma semana a reportagem do Giro de Gravataí tentou contato com os advogados da acusada, mas não tivemos nenhum retorno.

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