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Produtora poderá ser responsabilizada pela morte de jovem durante festa eletrônica em Gravataí

Foto: Lucas Gabriel Teleken | Divulgação

A morte de Lucas Gabriel Teleken, ocorrida em setembro de 2017, durante uma festa eletrônica em Gravataí, ainda não foi esclarecida, já que o corpo dele foi retirado de dentro de um açude, no mesmo local onde acontecia o evento. Testemunhas confirmaram que Lucas apresentava um comportamento diferente, aparentando ter consumido algo, mas que só será relevado após a chegada dos laudos, estes emitidos pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

No mesmo dia, frequentadores utilizaram as redes sociais para relatar sobre o fato, que dividiu a opinião de quem acompanhava a repercussão. Segundo testemunhas, o jovem entrou por três vezes no açude, duas delas conseguiu ser retirado da água pelos seguranças, aonde foi contido. Ainda segundo eles, um dos seguranças desferiu um soco contra o rosto de Lucas e foi neste momento que ele tirou a roupa e entrou na água novamente, desta vez, sem volta.

“Ele foi retirado da água, e começou a ficar exaltado, mas dava pra ver que estava sob efeito de drogas, na terceira vez ele se desvencilhou dos seguranças e entrou no açude, começou a nadar de um lado ao outro. Minutos depois disso, só vimos ele levantando a mão e assim afundou”, contou uma frequentadora que preferiu não se identificar.

Local onde ocorreu o afogamento de Lucas Gabriel | Foto: Gabriel Siota Ganzer | Giro de Gravataí

O delegado Gustavo Brentano, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí, responsável pelo caso, informou que o processo ainda está na fase de apuração, e que aguarda os laudos do IGP, além da oitiva de outras testemunhas para a conclusão. “O caso ainda está sendo apurado. Temos algumas linhas de investigação, mas é muito cedo para divulgar algo”, contou Brentano.

O evento que a prefeitura não liberou

A titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Smdet), Luana Krumberg, por telefone, falou com nossa reportagem e afirmou que a produtora não apresentou toda a documentação até a data prevista para a revisão e emissão dos alvarás, e informou que o evento ocorreu após a organização entrar com uma liminar na justiça.

“Para realizar um evento no município é necessário que se encaminhe uma série de documentos para nossa secretaria, assim podemos analisar e ter a certeza que a organização terá capacidade para receber aquele público. Neste caso a produtora não enviou todos os documentos, sendo assim, nós nem pegamos para analisar. Ao ficarmos sabendo da festa os fiscais foram até o local, mas foi apresentado pelos organizadores, uma liminar expedida pela justiça de Gravataí que autorizava a realização do evento”, contou ela.

Nossa reportagem consultou advogados especialistas na área criminal, que explicaram duas linhas que a polícia poderá entender e concluir o inquérito da morte do jovem. Uma delas seria o suicídio, se os laudos comprovarem que Lucas estaria sob o efeito de algum tipo de droga, mas de acordo com eles, o fato da produtora não ter interrompido o evento durante o surto da vítima, e o encaminhado até um hospital ou delegacia, poderá refletir na conclusão do inquérito.

O Giro de Gravataí ainda tenta obter acesso a liminar expedida pela Justiça de Gravataí, que dava autorização para a realização do evento. Em contato com a Aliance Produtora, envolvida no caso, ninguém retornou as nossas mensagens.

Extra

Homologada a lei que proíbe a realização de raves em Gravataí

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