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Por que esta praça de alimentação de Cachoeirinha está sempre cheia?

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Você conhece Everton Tristão? Talvez pelo apelido de Alemão da Kipão, sim. O empresário aos 39 anos é sócio dos supermercados Kipão, da Ki Legal Brinquedos e agora do Stop, uma super praça de alimentação montada em plena avenida Flores da Cunha de Cachoeirinha. Everton é um legítimo residente da Morada do Vale e já foi vereador por quatro anos em Gravataí. Decidiu largar a política e agora toca os seus negócios. Confira.

Kipão conta que ia a feiras de São Paulo há cinco anos, e que teve vontade de trazer o sistema de contêineres para abrir uma praça de alimentação no Sul. Foi também a Hong Kong (que jura ser um país muito bom) e de lá voltou com muita informação.

O sócio do Stop/Andreo Fischer

Decidiu então, montar uma sociedade: seu amigo, Júnior de Sá, e sua esposa, Cláudia Tristão. O investimento foi de um milhão de reais, e ainda está sendo pago, pois foi fruto de empréstimos e financiamentos. O Stop conta com um prazo de até 48 meses para a quitação dos débitos.

O Stop funciona em sistema de condomínio, igual num shopping. Um dos restaurantes, a Konnyzza, criou uma segunda empresa e é responsável pela cobrança das outras lojas, e Kipão garante que não há conflitos, já que a Stop é devidamente documentada.

O prédio onde funciona a praça de alimentação estava vago por seis anos e a equipe de Everton limpou pessoalmente a sujeira que estava acumulada de anos. Cachoeirinha foi decisiva para Everton porque o prédio era “perfeito” com estacionamento e bem posicionado na Flores da Cunha, atendendo clientes de diversas cidades incluindo Gravataí, Viamão, Alvorada, Canoas, Esteio e zona norte de Porto Alegre.

Para evitar a evasão das canecas de chope, a Stop as vende por 15 reais e enche com a bebida por várias vezes, após o pagamento do cliente. No caso de o cliente não querer levar a caneca, o chope é servido num copo plástico.

A caneca e os copos personalizados, estes por cinco reais/Andreo Fischer

O local tem 900 lugares, mas Kipão pretende ampliar para 1500 ao construir um deck em frente ao empreendimento. Comenta ainda que muitas pessoas que trabalham na prefeitura de Cachoeirinha são seus clientes, incluindo o prefeito Miki Breier e seu secretariado. Eles fazem reuniões e até amigo secreto, como foi o caso da secretaria da educação.

“Cachoeirinha foi simples de abrir a empresa” – diz Everton.

O mais curioso é ver Kipão vestido como qualquer um de seus funcionários, e ainda limpando mesas e ajeitando cadeiras. Garante que tem fila de interessados em trazer seus restaurantes para o Stop, e exemplificou que se fosse montar a empresa em Canoas, lá teria pelo menos 30 clientes na espera. O mesmo vale para músicos, que aguardam uma oportunidade para tocar no lugar.

O prédio é bem aconchegante, frequentado por pessoas de bom nível (Kipão assegura que nunca teve de botar ninguém para fora por brigas), há um mezanino onde fica o Café do Prédio, com total vista de cima para a Flores da Cunha. Os banheiros são adaptados para PCD, e há um fraldário para os pais que precisem usar o acessório. Uma piscina de bolinhas diverte a garotada, assim como uma máquina de caçar ursos de pelúcia com uma moeda.

Everton abriu a empresa por enxergar a necessidade de diferentes paladares de uma mesma família, como a filha quer comer uma coisa, a mãe outra, então a ideia foi juntar diversos tipos de restaurantes no mesmo ambiente.

São nove restaurantes, uma cafeteria, uma sorveteria, um bazar e um bar, este de propriedade de Kipão, como um dos condôminos. O bar tem 16 torneiras de chope, cada uma de uma marca e intensidades diferentes como Rasen, Heineken, Gazapina e Eisenbahn. Além do barzinho, Kipão detém o estacionamento do Stop, onde são cobrados dois reais a hora estacionada dos carros dos clientes que consumem no local. São 80 vagas.

Algumas das 16 torneiras de chope do bar de Kipão/Andreo Fischer

O Stop teve propostas de duplicar suas operações para Canoas, Vale dos Sinos, Florianópolis e São Paulo, mesmo com apenas dois meses de abertura. O local tem música ao vivo todos os dias (no dia da reportagem estava se apresentando Cleiton Amorim).

Cleiton Amorim tocando Legião Urbana/Andreo Fischer

 

O lanche servido à reportagem, Burguer dos Deuses e Batata Rústica + chope Rasen Pilsen/Foodstto Trucks/Andreo Fischer

Veja demais fotos do local

 

Dias e horários de funcionamento:

Domingo à quinta-feira, das 18 às 00

Sexta-feira a sábado, das 18 às 01

Recado de Alemão da Kipão:

“Faça e se dedique pelo que está fazendo. Nossas portas estão abertas, qualquer dúvida pode me chamar. Queremos ser referência em praça de alimentação”.

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