Opinião política: Todos querem ser vice | André Santos



André dos Santos – Giro de Gravataí 

A palavra vice, no mundo das competições, não é bem aceita por quem busca sempre o melhor. Vice-campeão, vice-colocado, vice-líder, nada disso serve pra quem se dedica a buscar a excelência. Se tratando de poder, o vice-presidente de uma empresa, de um clube ou de um país não tem lá muitas atribuições, mas também não é tão ruim quanto se parece, pergunta pro Michel Temer se não valeu a pena ter sido vice então.

Trazendo o assunto para Gravataí, onde tudo é diferente, estamos vendo os holofotes se virarem para quem será o candidato a vice-prefeito do fulano, do beltrano, do ciclano, e claro, da fulana. Não seria para menos, depois que as quatro maiores coligações definiram seus nomes e irão disputar o cargo de prefeito, as especulações ficaram em torno de quem seria os candidatos a vice, já que essa decisão modificou e muito o cenário político municipal, causando trocas de partido e alianças que antes eram vistas como improváveis.

Já temos nomes confirmados, nomes especulados e nomes trocados. E tudo isso aconteceu ou acontece antes mesmo do período das convenções começarem, fazendo da escolha de um vice um movimento grandioso que irá definir qual grupo político ficara na prefeitura pelos próximos quatro anos. Mas essa definição só se dará depois de sabermos quem escolheu a melhor estratégia numa eleição onde quem sairá vencedor será aquele que melhor ira planejar sua tática.

“O vice serve para ir a velórios e outros eventos cujo presidente não gosta de ir” Disse Frank Underwood, personagem interpretado pelo ator Kevin Space na série americana House of Cards.

Frank, essa regra não se aplica a Gravataí!


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