Opinião política: Sete candidatos, a maior corrida pela prefeitura | André Santos



Nunca antes na história tantos políticos desejaram obter o cargo máximo da administração municipal, sete candidatos disputarão o pleito eleitoral de 2016, sendo quatro deles os mais cotados por já terem ocupados mandatos eletivos.

Como eu disse na primeira coluna que escrevi ao Giro, a disputa pela prefeitura não é mais um GRE-NAL entre Marco Alba e Daniel Bordignon, e isso foi provado em 2012 com a ascensão da candidatura de Anabel Lorenzi (PSB).

Dos sete candidatos, quatro já foram eleitos para outros mandatos, Marco Alba (PMDB), é o atual prefeito, foi vereador na década de 80 e deputado estadual nos últimos dez anos que antecederão sua eleição a prefeitura em 2012. Daniel Bordignon (PDT), assim como Marco, foi vereador na década de 80, prefeito de 1997-2005 e deputado estadual de 2007-2015, sido eleito para esses cargos pelo PT, partido no qual se desfilhou em março desse ano rumo ao PDT. Anabel Lorenzi (PSB) foi vereadora por dois mandatos, de 2005-2013, sendo na primeira vez eleita pelo PT.

O médico a mais de vinte anos na cidade, Dr. Levi, entrou para a política em 2008, vencendo sua única eleição até hoje, a de vereador pelo PMDB, em 2015, depois de discordâncias com a sigla no município, deixou seu único partido até então para compor o novo PSD que desde então contou com a entrada de políticos renomados na cidade.

Do outro lado, daqueles que popularmente não estão cotados para irem para ‘as cabeças’ temos três candidaturas de esquerda, uma delas é a de Valter Amaral (PT), que concorreu a vereador em 1996 e 2000 mas não obtendo vitória em nenhuma oportunidade, porém foi secretário municipal em todos os governos petistas na cidade (Bordignon, Stasinski e Rita), pode não entender muito de eleições, porém no que se refere a gestão me parece ter sido uma peça importante para o PT quando o partido esteve a frente da administração municipal.

O PSOL e o PSTU representam a ala da esquerda que não se alia ao PT, e muito menos a qualquer outro partido que venha a governar, por isso lançarão dois funcionários públicos como candidatos a prefeito, Rafael Linck (PSOL) professor de história e forte oposicionista de Marco Alba, e Sadão Makino (PSTU) funcionário do Tribunal de Justiça-RS.

Excetuando a disputa em Porto Alegre, Gravataí deve ser a cidade da região metropolitana com mais candidatos à prefeitura, mas o que levou a cidade e seus grupos a se dividirem? São inúmeros os pontos que podemos citar, desde o afastamento de políticos dos partidos investigados na lava-jato ao receio por parte de alguns filiados em determinadas siglas que perceberam que não teriam chances em seus partidos devido aos ‘caciques’ que lá imperam. Mas as disputas não aumentaram só em Gravataí, Glórinha que a vinte anos via apenas dois candidatos disputando os votos de seus pouco mais de cinco mil eleitores, agora conta com três candidaturas fortes a prefeitura da pequena cidade.

Já Porto Alegre não seguiu o rumo de Gravataí, nos últimos dias os candidatos da ala liberal Onyx Lorenzoni (DEM) e Marcel van Hattem (PP) abriram mão das candidaturas para apoiar Sebastião Melo (PMDB), que ainda aguarda Nelson Marchezan Jr (PSDB) que deve se juntar a eles, diferente da esquerda que de um lado tem a união municipal entre PT e PCdoB, desfeita após as duas candidaturas de Manuela (2008 e 2012) e o PSOL de Luciana Genro, que após sua ascensão como candidata a presidência da república vê como viável uma grande chance de se tornar prefeita da capital gaúcha.

Conhecendo um pouco das candidaturas e candidatos eu refaço o pensamento que me levou a escrever a segunda coluna que publiquei no Giro “TODOS QUEREM SER VICE”, agora, todos querem ser prefeito.

1 comentário

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  1. Nathália
    agosto 08, 16:22 Nathália

    Ótima informação sobre a politica de Gravataí, acredito que tá faltando um pouco disto nos nossos populantes, a visão de modo geral. Olhar todos os lados da moeda, o mais frágil a o mais poderoso, a história antiga para a de atualmente. Acompanho seus textos e são coerentes. Fico feliz em saber que o Giro valorize escritores que queiram incentivar o público a pensar, e manter os mesmos informados.

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