Opinião política: Oposição será maioria independente de quem seja o prefeito | André Santos



Pela primeira vez na história da nossa cidade o término das eleições não mostrou para os gravataienses quem governará a cidade pelos próximos quatro anos, porém a única coisa que sabemos sobre o próximo governo é que ele terá uma oposição com maioria, independente de quem seja o prefeito (a).

 

Das quatro coligações majoritárias que elegeram vereadores, nenhuma conseguiu formar previamente uma maioria na câmara de vereadores, isso se da devido a forte disputa entre diversos grupos políticos em Gravataí. A divisão foi tamanha que os boatos de bastidores referentes a uma possível nova eleição passam pelo legislativo municipal, e a estratégia vencedora deverá vir de lá.

 

Vamos aos números:

1- Anabel Lorenzi do PSB: Elegeu em sua base três vereadores do seu partido e mais dois do PSDB, num total de cinco teria uma oposição natural de dezesseis vereadores caso vencesse uma possível nova eleição.

 

2- Daniel Bordignon do PDT: Mesmo sendo a segunda maior coligação desta campanha com sete partidos, elegeu apenas três vereadores, todos do seu PDT, naturalmente essa seria sua própria base caso tenha seus votos validados e for diplomado como prefeito eleito.

 

 3- Dr. Levi do PSD: Assim como Daniel Bordignon, Levi também teve três vereadores eleitos, porém, diferente de Daniel, Levi é um político de pouquíssimos adversários e uma negociação para ampliar sua base aliada é mais possível caso haja uma nova eleição e ele seja o vencedor.

 

4- Marco Alba do PMDB: Elegeu onze vereadores de sua base em 2012, maioria já consolidada ganhou mais quatro quando assumiu a prefeitura em 2013, teve por muitos tempos incríveis quinze vereadores aliados, perdeu três no último um ano e meio, ficou com doze. Em 2016, elegeu apenas dez, o que faz dele o candidato a prefeito com mais vereadores na base, mas ainda sim enfrentaria uma oposição com maioria de onze parlamentares e caso for prefeito eleito numa nova eleição, ou for diplomado como candidato vencedor dentre os votos válidos, Marco Alba iria precisar se articular entre os vereadores para ter uma maioria na câmara.

 

De definida a eleição ainda não tem nada, apenas sabemos das dificuldades que novo prefeito terá, não faço ideia de qual será o nome do próximo (a) chefe do executivo municipal, ainda não sabemos nem de que forma virá essa decisão, se por via eleitoral, judicial ou por eleição presidencial na câmara de vereadores, mas essa última hipótese é assunto para a próxima semana. Prestem atenção, 2016-2017 é o período político mais importante da história da nossa cidade.


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