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“Não me arrependo. Eles iam fazer o mesmo comigo”, diz preso envolvido em homicídio filmado

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Na delegacia, ao perguntar pro delegado Felipe Borba qual era o nome da operação ele deu a resposta – que já se imaginava ter ligação com o futuro dos moradores do Loteamento Princesa, na altura da parada 103, em Gravataí. “Mudou, agora é operação Liberdade”, disse ele. Não será de imediato, mas os moradores do Loteamento já poderão tocar suas vidas um pouco mais livres do que era antes, quando a quadrilha presa nesta manhã, imperava sobre o bairro, amedrontando os moradores.

Na mesma conversa, um dos presos olhava atentamente a movimentação dos policiais que iam de um lado a outro na sede Delegacia de Homicídios de Gravataí. Perguntado da sua participação ele responde friamente. “É eu sim”. Em seguida ele respondeu ao ser perguntado se estava arrependido. “Se tu soubesse que iam fazer contigo, tu ia te arrepender?”, rebateu ele, sentado e algemado.

Moisés Uilian da Silva Silveira, de 29 anos é uma figura conhecida, pelo menos para a polícia. O criminoso de alcunha Dragão é um dos acusados de participarem da morte filmada de dois primos, ocorrida em agosto do ano passado, no bairro Xará. Na ocasião ele é que aparece segurando uma arma de grosso calibre e dizendo que os jovens iriam morrer. A barbárie chocou o país e foi destaque internacional, com boletins nos jornais El Clarin e no tabloide britânico Daily Mail.

Em conversa com a reportagem ele confirmou a participação no crime, e alegou que os dois eram de uma facção rival e teriam tentado entrar em seu território. Perguntado de sua participação no Primeiro Comando da Capital (PCC) ele nega, mas conforme a Polícia Civil, o criminoso é de alta periculosidade e tem indícios de que possa fazer parte da maior facção criminosa do Brasil.

Perguntado sobre o porque da filmagem ele responde. “Não sei, nós tava com o celular na mão, e resolveram filmar. É tipo um aviso pro pessoal”, disse ele, novamente, sem demostrar qualquer tipo de reação. Dragão foi por muito tempo o procurado de número um da Delegacia de Homicídios de Gravataí. Ele ainda informou que nunca teria saído da cidade, mas conforme a investigação, ele ficou em cidades vizinhas até a situação ser apaziguada, aonde retornou para a região na qual a facção que ele faz parte comanda o tráfico de drogas.


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