Isabela Jaeger: Leitura de rótulos de alimentos



 

Foto: Isabela Jaeger | Divulgação

Você sabia que o uso das informações nutricionais nos rótulos dos alimentos e bebidas embaladas está regulamentado no Brasil desde 2001?

O rótulo de um produto é a maneira que o fabricante possui para se comunicar com o consumidor. Sua principal função é informar sobre as características e propriedades nutricionais do produto que está prestes a ser consumido. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que os rótulos devem conter informações sobre procedência, características do produto, quantidade ou peso, ingredientes, prazo de validade, lote, etc.

Apesar de muitas pessoas consultarem os rótulos dos alimentos, nem todo mundo entende as informações que estão expressas nele. Vou te dar algumas dicas básicas para começar a desvendar os mistérios por trás daquelas letras minúsculas! (Pegue o rótulo mais próximos de você e me acompanhe!)

  1. Os ingredientes são listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o que está em maior quantidade no alimento e o último é o que está em menor quantidade;
  2. A tabela nutricional expressa as calorias e as quantidades referentes a carboidratos, proteínas, gorduras, fibras alimentares e sódio.
  3. O valor expresso de calorias é referente a porção descrita na parte superior da tabela, ela não descreve o valor total do pacote. A porção é expressa em medida caseira, por exemplo “1colher de sopa” ou “½ xícara”, etc.
  4. Prefira alimentos com menor valor calórico. Por exemplo: 400kcal em 100g de um alimento é considerado um alto valor calórico.
  5. A tabela nutricional é baseada em uma alimentação com 2000kcal diárias, ou seja, uma necessidade média da população. Os valores diários representados em percentual (última coluna da tabela nutricional), expressam os valores que cada nutriente “compromete” sobre esse valor diário de 2000kcal. Tome cuidado, como falei, 2000kcal é uma necessidade média da população, não necessariamente é a sua necessidade!

Adotei a “LEI DOS CINCO INGREDIENTES”: Se compro um produto industrializado, dou preferência àquele com até cinco itens na lista de ingredientes. Se ela é interminável, geralmente trata-se de um produto ultra processado, no qual sobrou muito pouco do que tornava-o um alimento nutritivo. Não consigo chamar de “comida” um item que de 20 ingredientes, 15 deles terminam em “antes”: acidulantes, aromatizantes, conservantes, corantes, edulcorantes, emulsificantes, umidificantes, entre outros.


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