Polícia

Homem que tentou reanimar cadáver em Gravataí também entrou na mira da polícia; entenda

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Desde o caso da mulher de 49 anos, que foi violentada sexualmente após ter sido retirada do túmulo, um dia depois de ser enterrada no Cemitério Municipal do Rincão, toda e qualquer ocorrência que apresente algum fato envolvendo cemitério não passa despercebido pela investigação da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí

Qualquer ocorrência registrada na região envolvendo cemitérios está sendo apurada pela Polícia Civil. Foto: Gabriel Siota Ganzer/Giro de Gravataí

Ainda assim, depois do laudo que atestou a presença de sêmen nas regiões genitais da mulher, a polícia busca traçar o perfil do necrófilo (pessoa que tem relação sexual com cadáver). Na última semana, quando policiais ainda ouviam familiares e amigos que prestavam depoimento sobre o crime, um fato chegou à investigação, chamando a atenção dos agentes.

A ocorrência registrada pela Brigada Militar (BM), informa a abordagem a um homem, que, conforme funcionários do Cemitério Municipal do Rincão, teria tentado fazer massagem cardíaca em um corpo que estava sendo velado na capela. Ainda de acordo com o registro, o suspeito, detido já do lado de fora do cemitério, estaria alcoolizado, e foi expulso do local por familiares do falecido. Aos policiais ele informou que era parente do finado, e tentou reanimá-lo.

Conforme fontes consultadas pela reportagem do Giro de Gravataí, o homem estava na condição de foragido, já que deveria estar cumprindo uma medida de prisão domiciliar, que não permite saídas em grandes distâncias, principalmente a noite. Encaminhado para a Delegacia, ele foi conduzido de volta ao sistema prisional.

Mesmo não se encaixando no perfil, policiais apuraram a situação até descartarem a relação com o caso de necrofilia, como conta o responsável pela investigação, delegado Márcio Zachello. “Crimes envolvendo cemitérios não são incomuns. Nesta semana tivemos este caso, no qual segundo a BM, o homem teria feito massagem cardíaca em um cadáver. Logo recebemos e fomos apurar melhor. Qualquer informação que envolva cemitérios ou algo semelhante na região nós vamos investigar. Nada vai passar em branco”, disse o delegado.

Entenda o caso

Foi no dia 10 de novembro que familiares e amigos velaram e enterarram o corpo de uma mulher de 49 anos, que um dia antes, deu entrada no Hospital Dom João Becker com insuficiência respiratória, diagnosticada com Síndrome de Raynaud e esclerose sistêmica. Em óbito no final da manhã, ela foi velada em um ato reservado e enterrada no Cemitério Municipal do Rincão.

Na manhã da segunda, dia 11, uma ligação informava familiares e amigos que o túmulo da mulher havia sido violado, e seu corpo retirado do caixão. Ao chegar no local, eles notaram o caixão quebrado sem o corpo. Há metros da sepultura, encontraram a vítima, que estava nua em uma clareira em meio à mata fechada, no entorno do cemitério. O caso é tratado como vilipêndio a cadáver.

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