Polícia

Homem foi morto a tiros em Gravataí por dívida no ‘brick’ de um celular, revela investigação

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A Delegacia de Homicídios de Gravataí concluiu o inquérito sobre o assassinato de Jefferson Rosa da Silva, de 26 anos, o primeiro registrado no mês de setembro na cidade. A dinâmica não fugia muito das execuções já conhecidas no Estado, aonde criminosos chegavam, assassinavam seus algozes, e fugiam, despistando a polícia. Ao longo da investigação, os policiais descartaram que o assassinato do homem tivesse relação com o tráfico de drogas.

Jefferson foi morto a tiros por volta das 00h45 do dia 15 de setembro. Foto: Divulgação/Reprodução

Na primeira semana, testemunhas, em depoimento à polícia, contaram ter ouvido uma discussão entre Jefferson e um homem, que havia chego em frente a sua residência, na Morada do Vale III. Outros complementaram que ouviram a vítima suplicar, citando o nome do autor, para que não atirasse. Em seguida, a vizinhança escutou os disparos. Cerca de seis. Depois, o barulho de uma moto arrancando em alta velocidade.

Atrás de pistas, os investigadores conseguiram concluir que a morte de Jefferson estava ligada a uma dívida com um ‘amigo dos negócios’, conforme conta o delegado Eduardo do Amaral, responsável pelo caso. “A vítima era do chamado “brick”, negocia as coisas, vendia, repassava. Ele havia pego um celular para vender no valor de R$ 600,00. A principio, apuramos que ele havia conseguido vender, mas não repassou o valor ao autor do crime”, explicou Amaral.

Os investigadores também identificaram uma intensa troca de mensagens entre a vítima e o acusado do crime. Ainda conforme a polícia, as conversas se estendem por 27 dias até que o autor vai ao encontro de Jefferson. Ele, que não teve a identidade revelada, já possui antecedentes criminais e foi indiciado pelo crime de homicídio. Procurado pelos policiais, o suspeito não foi localizado e está na condição de foragido.

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