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Gravataí encabeçava a rota de abigeato no RS

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Fotos: Gabriel Siota Ganzer – Giro de Gravataí/Especial

A Operação Patrulha – desencadeada pela Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), na manhã desta terça-feira (27), desarticulou em sete cidades um grupo criminoso que praticava o abigeato nas zonas rurais e também o furto e até roubo de implementos agrícolas. 

Cerca de 200 policiais cumpriram os mandados de busca a apreensão e de prisão preventiva. Em Gravataí foram sete, contando cinco só região do Morro Agudo. De acordo com a investigação, a quadrilha era oriunda de Sapucaia do Sul – que faz divisa com Gravataí pelo bairro alvo da ação. E era de lá que os criminosos atuavam em sítios e zonas rurais de cidades como; Esteio, Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo e também Gravataí.

No entanto, o que chamou a atenção da polícia foi que Gravataí, além de ser alvo dos criminosos, também era residência deles, tanto pela proximidade com a “matriz” do bando, da facilidade de fuga e também pelo fato da cidade ter mais de 70% de área rural, o que era visto como uma mina de ouro pela quadrilha. 

Atuação

Só em 2018 o bando é suspeito de pelo menos 500 crimes de abigeato em todo o estado. A operação era sempre a mesma. Invadiam as propriedades durante a noite, entre 4 a 8 pessoas e furtavam os animais. Na grande maioria das vezes, matavam eles no campo e carneavam ali mesmo. As partes mais rentáveis para a venda já eram colocadas no porta-malas dos veículos e transportadas para as residências. De lá, já armazenadas, eram vendidas para pequenos e médios comércios da região metropolitana.

Uma prática também aplicada pelo bando era quebrar as patas dos animais para que os mesmos não ficassem agitados e tentassem correr. Armados, eles também aproveitavam a ocasião para furtar implementos agrícolas e demais mantimentos dos sítios.

Os veículos, os equipamentos…

Três carros e uma moto foram apreendidos pelos agentes nos sítios. A polícia apura se os veículos são oriundos do comércio ilegal, o que poderá configurar lavagem de dinheiro. A investigação apontou que Cachoeirinha era o destino da carne abatida em Gravataí. No local aonde uma equipe cumpriu um mandado de busca e outro de prisão preventiva, eles flagraram uma grande quantidade de carnes sem procedência, além de diversos cigarros contrabandeados e equipamentos de corte sem nota fiscal.

Em um dos carros apreendidos em Gravataí a polícia constatou no porta-malas um lençol manchado de sangue, o que aponta para o transporte irregular da carne. O veículo em especial já era investigado por participar dos abates nos campos. Todos os alvos foram presos em flagrante e levados para a delegacia. Ainda segundo a polícia, o prejuízo para as vítimas ultrapassa R$ 1 milhão de reais. 

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