Giro de Entrevistas: Vereadora Maribel Wagner – REDE



Andreo Fischer – Especial

A única representante feminina da câmara de vereadores se chama Maribel da Rocha Wagner, tem 57 anos, é casada e tem três filhos e três netos, é formada em Gestão Pública pela Uninter de Gravataí e nasceu na cidade litorânea de Torres, próxima ao estado de Santa Catarina.

Seu histórico profissional se pautou nos 30 anos em que foi comerciante e a partir daí foi ouvindo reclamações de seus clientes sobre o seu bairro e acreditou que poderia melhorar a cidade que escolheu para viver e educar seus filhos se candidatando à vereança.

Nesses três anos e meio de mandato apresentou alguns projetos de lei e quatro deles se concretizaram como leis municipais:

 

  • Semana do Autismo (Lei 3303 de 2013)
  • Dia do Ciclista e do Ciclismo (Lei 3377 de 2013)
  • Projeto das Doulas: essa lei permite a presença de uma doula durante todo o trabalho de parto (se assim a gestante solicitar) e é válida em todo o território gravataiense em hospitais, maternidades e casas de parto. (Lei 3670 de 2015).
  • Por fim, muitos cidadãos não sabem mas o Parcão da 79 tem um nome oficial: Praça Vereador Juarez Soares de Vargas, que foi um ambientalista da cidade. (Lei 3688 de 2015).
  • Maribel também protocolou alguns Projetos Indicativos e espera neste fim de mandato ou num próximo, que virem leis municipais:
  • Centro de Apoio à Mobilidade Pessoal (CAMP) que visa ajudar as pessoas que necessitem de muletas, andadores e camas hospitalares para que a prefeitura compre estes itens e doem para estas pessoas. (Protocolado em 07 de maio de 2013).
  •  Casa de Passagem para Mulheres que se fosse realidade poderia ajudar mulheres em situação de risco à integridade física e/ou vulnerabilidade. (Protocolado em 18 de novembro de 2014).
  •  Fundo do Idoso que autoriza a dedução do imposto de renda de servidores do executivo e legislativo municipal (administração direta ou indireta) para compor esse fundo em benefício dos idosos da cidade. (Protocolado em 18 de novembro de 2014).
  •  Em 26 de fevereiro de 2015, a vereadora protocolou um projeto para que os idosos de Gravataí pudessem marcar suas consultas médicas por telefone, mas a vereadora garante estar trabalhando nisso desde 2013.
  •  Maribel também deseja que se implante na cidade uma Secretaria Municipal do Idoso, que trataria com mais atenção as necessidades da terceira idade.

 

Sobre seus relacionamentos partidários a vereadora responde que saiu do PC do B, partido que a levou ao mandato da qual é titular porque que vivemos em um país pluripartidário onde quando estamos descontentes com os rumos do partido ao qual fizemos parte, devemos seguir lutando para reinventar um futuro melhor como no meu caso, em outra sigla.

Escolheu a Rede Sustentabilidade por nas suas palavras, ser um partido de movimento aberto, autônomo e suprapartidário que está aberto ao diálogo e participação de seus filiados resultando em transparência de seus processos internos e renovação das lideranças.

Maribel também diz que está sintonizada com a Rede porque o partido acredita no seu trabalho e nos seus princípios e por sempre lutar pelo bem-estar social dos gravataienses.

 

A vereadora argumenta que a crise nacional atingiu a cidade em cheio e que o prefeito atual durante todo seu mandato teve que saldar as dívidas que a prefeitura tinha e por isso não conseguiu realizar melhorias em Gravataí aliando a crise mais as dívidas. Nesse caso, Maribel espera que as reformas políticas federais em curso possam beneficiar de forma mais eficiente os estados e municípios.

 

Fiscalização e vistorias:

 

A vereadora está sempre fiscalizando as áreas de saúde, educação, segurança, obras, entre outras.

No caso das obras, Maribel procura sempre realizar vistorias pessoalmente e também cobra melhorias e soluções diretamente do secretariado municipal para melhor atender ao povo.

 

Perguntamos o que a vereadora acha de Gravataí, mas como cidadã comum:

 

“Como cidadã comum penso que Gravataí está num processo de desenvolvimento pois quando vim para a cidade para colocar meu comércio, o município era visto como uma cidade dormitório, onde

as pessoas trabalhavam em Porto Alegre e só voltavam para descansar em Gravataí. O comércio expandiu, as empresas começaram a procurar pelo município tendo em vista seu acesso fácil à freeway, como rota de transporte às mercadorias fabricadas em nosso Distrito

Industrial. “Hoje é uma cidade aconchegante, com o comércio que vem se modernizando e ampliando ao longo dos anos; com um povo hospitaleiro, trabalhador e que busca viver numa cidade mais humana.” Responde.

 

Maribel se despede do nosso Giro de Entrevistas dizendo que se sente orgulhosa por ser a única representante feminina na Casa e que também se sente honrada por ajudar a buscar melhorias para Gravataí.

 


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