Giro de Entrevistas: Vereador Dilamar Soares – PSD



Apresentação pessoal

Dilamar Soares, 45 anos, natural de Mostardas, casado (união estável), formado em História pela Ulbra e Pós-Graduando em Orientação Educacional pela IERGS.

Apresentação política: Por quê entrou na política, o que já conseguiu fazer nela, o que queria fazer nela ainda neste mandato, o que quer fazer num próximo mandato. Qual o seu relacionamento com o atual partido?

Entrei na política porque é a forma cidadã e democrática que temos de participar da sociedade. Não só a política partidária. Muitas vezes como Conselheiro Tutelar tinha mais poder de executar do que, propriamente, como vereador, muito embora a função de vereador seja tão importante quanto, sobretudo, coletivamente. Um vereador não pode fazer nenhuma ação individual. Devemos pensar no coletivo, nas classes, na cidade. Não pode fazer obras, postos de saúde, asfalto, como muitos prometem, mas pode fiscalizar o dinheiro público, ler os projetos, legislar, pesquisar os editais de licitação, o orçamento do município, garantir uma cidade melhor para se viver.

Caso eu seja reeleito, seguirei um mandato com o mesmo viés que atuei nestes primeiros quatro anos. Uma voz forte em defesa da coisa pública, contato direto com as comunidades para sentir os anseios e projetos que podemos propor, foco na educação e em uma bandeira que adotei, a implantação de um distrito industrial para pequenas e microempresas. Seria uma forma de não ficarmos dependentes das grandes multinacionais, que tanto contribuem com a nossa economia, como GM e Pirelli, mas que acabam nos deixando reféns de um setor, que é o automotivo. Um distrito para pequenas empresas iria contemplar o empreendedorismo local, dezenas de empresas de até 20 colaboradores, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

Sobre a minha saída do PMDB se deu da forma mais republicana possível. Contribuí com um projeto político até onde acreditei nele. Não sigo uma cartilha fisiologista, de apego a cargos. Nunca tirei uma diária para esses cursos de capacitação, votei contra a reposição salarial, não faltei nenhuma sessão.

Ao fim do segundo ano de mandato, quando entendi que meus valores e conceitos eram incompatíveis com aquele projeto político, me desliguei do Governo, com a ciência e entendimento do Prefeito e meus colegas de partido, e acabei encarando o desafio de montar uma nova alternativa política para a cidade, com o PSD, o Dr. Levi, que sempre foi um parceiro de caminhada, e alguns outros amigos que aceitaram este desafio. Tenho total liberdade de discutir os planos de gestão, os rumos da sigla, o acréscimo de novas lideranças. Me sinto em casa no PSD, e acredito muito nessa proposta para uma retomada da cidade.

 

Governo atual

Aprovo: a busca pela austeridade financeira, o pagamento de algumas dívidas e contratos históricos deixados pelos governos capitaneados por Daniel Bordignon.

Reprovo: a gestão na Educação, acidentada, confusa, sem proteger a classe, o investimento milionário no Programa pedagógico Positivo, ao invés de programas de capacitação para os educadores, a falta de investimento em infraestrutura, a gestão de obras e a centralização da tomada de decisão. A constar que todas essas críticas eu já fazia, mesmo enquanto Governo. E foram motivos contundentes para a minha saída.

 

 Geral: Já visitou pessoalmente os setores de saúde, educação, segurança, etc para ver as reais condições dessas áreas?

É uma prática do meu mandato. Muitas vezes, sem publicizar, frequentei alguns postos de saúde com roupa de abrigo, boné, para não ser identificado, e observar o fluxo e atendimento dos locais. Visito diariamente as escolas do município, conversando com os diretores e professores, acolhendo ideias, debatendo soluções para a área. Na área de Segurança temos uma dificuldade a mais, por pertencer ao Estado, mas não me furtei de reunir algumas vezes com o Comandante do 17º BPM para encaminhar demandas de alguns bairros. Cito como exemplo, a ação coletiva nas paradas 68 e 69, quando, nas noites de sábado e domingo eram recorrentes os pedidos dos moradores e comerciantes locais. Nos reunimos com o Presidente do Sindilojas, com o Comandante, e o problema foi contornado pela Brigada militar.

 

Cidade: como cidadão comum, o que achas de Gravataí? Como era antes? Como é agora? O que precisa melhorar?

Eu não sou natural daqui, mas adotei Gravataí há 40 anos. Gosto de Gravataí, gosto das pessoas. Somos uma cidade que produz muito para a economia de Estado, um povo trabalhador, dedicado. Pela nossa receita – muito embora tenha havido uma queda significativa – deveríamos estar com uma cidade melhor para se viver. Menos buracos, menos filas, menos gargalos, mais soluções, menos queixas. Tivemos um crescimento chinês nos últimos quinze anos, interrompido em 2014, quando a crise atingiu o setor automotivo. Gastamos mais do que arrecadamos. De forma irresponsável, quase inviabilizamos a cidade. E mesmo assim Gravataí segue bela e com boas perspectivas. Com uma gestão eficiente, a tendência é ser uma cidade ainda melhor.

 

Considerações finais.

Se avizinha um novo pleito ali na frente. É hora de, democraticamente, trocar o que está errado, manter o que está correto. Peço aos eleitores que pesquisem. Que busquem o histórico dos seus candidatos, que não votem em fichas sujas, que não caiam em promessas estapafúrdias, que beiram o estelionato eleitoral. Que votem em pessoas capacitadas para cuidar do seu dinheiro, afinal, vereador é isso, um fiscalizador das aplicações do dinheiro público. Vote em alguém que você confiaria o seu dinheiro. É a reflexão que eu deixo.


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