Polícia

Exclusivo | Laudo aponta sêmen nas partes íntimas de mulher desenterrada de cemitério em Gravataí

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Foto: Gabriel Siota Ganzer/Giro de Gravataí/Especial

A investigação da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí não tem dúvidas: a mulher de 49 anos que foi retirada do túmulo um dia após ter sido enterrada, no Cemitério Municipal do Rincão, em Gravataí, foi mesmo vítima de necrofilia – quando um cadáver é utilizado como objeto sexual. A reportagem do Giro de Gravataí teve acesso aos dois laudos periciais de espermatozoides do Instituto Geral de Perícias (IGP).

Ambos atestam a presença de secreção nas partes íntimas, que conforme os comparativos, deram positivo para a presença de espermatozoides. O entendimento dos peritos também reforça para a polícia a atuação de um necrófilo no caso, já que segundo eles, apenas uma pessoa teria escavado a cova, retirado o corpo de dentro do túmulo e em seguida praticado o crime.

Responsável pelo caso, o delegado Márcio Zachello passa agora para segunda fase da investigação, que busca traçar um perfil do criminoso, e o cruzamento do material coletado com o Banco de Perfis Genéticos do RS. “Agora já sabemos que trata-se de um necrófilo. O material coletado na vítima será confrontado com todos os materiais genéticos que temos no banco de dados do Estado. São materiais coletados de presos por estupro, crimes de cunho sexual, enfim, primeiro será feito este cruzamento”, contou Zachello.

Ainda segundo o delegado, não está descartada a hipótese de que o autor já tenha cometido outros crimes semelhantes. “Não estamos descartando nenhuma hipótese. Agora já temos essa linha de investigação e vamos ficar em cima, aguardar outros laudos que ainda estão por vir. É possível que este autor tenha cometido outros crimes”, complementou.

Investigação segue nos interrogatórios

Em busca de um suspeito, investigadores ficam em alerta a toda e qualquer prisão na região metropolitana, afim de identificar suspeitos com passagens por algum tipo de crime que tenha semelhança com o investigado. Ao todo, mais de 10 pessoas foram interrogadas, principalmente familiares e funcionários do Cemitério.

Na última semana, familiares e amigos se disponibilizaram a irem para a coleta de material genético, afim de descartar as hipóteses sobre o crime ter sido cometido por alguém próximo da mulher. “As próprias pessoas que conviveram com ela se dispuseram a fazer o confronto dos seus materiais genéticos. Adotamos isso como uma forma de eliminar qualquer tipo de suspeita com pessoas de seu convívio”, destacou o delegado.

Entenda o caso

Foi no dia 10 de novembro que familiares e amigos velaram e enterram o corpo de uma mulher de 49 anos, que um dia antes, deu entrada no Hospital Dom João Becker com insuficiência respiratória, diagnosticada com Síndrome de Raynaud e esclerose sistêmica. Em óbito no final da manhã, ela foi velada em um ato reservado e enterrada no Cemitério Municipal do Rincão.

Na manhã da segunda, dia 11, uma ligação informava familiares e amigos que o túmulo da mulher havia sido violado, e seu corpo retirado do caixão. Ao chegar no local, eles notaram o caixão quebrado sem o corpo. Há metros da sepultura, encontraram a vítima, que estava nua em uma clareira em meio à mata fechada, no entorno do cemitério.

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