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Ex-zagueiro Régis ganhará o título de Cidadão Gravataiense

Mais uma linha está sendo escrita no caderno de vida do ex-zagueiro Régis da Rosa Júnior. Vida essa que quase foi ceifada por um ato covarde dentro das quatro linhas, no ano de 1999, durante uma partida entre o clube dele, SER Caxias contra o Santo Ângelo. No entanto, se Régis tem um caderno, as próximas páginas a serem escritas darão continuidade às coisas boas que aconteceram depois do trauma.

Desde a sua formação em educação física pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Gravataí, ao seu casamento com a designer gráfica, Cíntia de Almeida Izolan, e agora, o título de Cidadão Gravataiense que irá receber da Câmara de Vereadores; honraria máxima dada a personalidades da cidade.

O proponente da sessão solene, vereador Alan Vieira (MDB), se diz agraciado por conceder o título a Régis, e buscar relembrar esta superação para que sirva de exemplo para outras pessoas que também lutam contra as dificuldades. “É uma grande satisfação, é uma honra homenagear o Régis por esta superação. Isso é para fomentar, que é possível vencer nos momentos de dificuldade, e não desistir”, disse Alan.

Foto: Vereador Alan Vieira, Régis Tadeu, e seu filho, Régis Júnior durante uma partida benificiênte no estádio Vieirão, em Gravataí.

“Faço essa homenagem para coroar os momentos que ele passou, e conseguiu dar a volta por cima. Devemos crer e acreditar que é possível superar os traumas, as dificuldades. Isso é para transformar os momentos de tristeza e dor em felicidade”, contou Alan Vieira.

Foto: Régis na colação de grau da faculdade de Educação Física, pela Ulbra. Em mãos, além do diploma, ele segurou uma reportagem que resumia bem sua luta e superação. “Do coma ao diploma”.

O amigo do Professor

Mesmo encerrando a carreira de forma prematura, aos 21 anos, Régis continuou sua amizade com ex- atletas, e com os que ainda atuam no futebol. Se não bastasse isso, uma amizade em especial mostra o carinho que todos tinham pelo jovem, que na época, já estava quase vendido para o futebol chinês. O técnico Tite. O treinador da seleção brasileira era o o professor de Régis no Caxias, e que depois do ocorrido nunca deixou de conversar e incentivar ele. 

“Pra quem não sabe, o Régis é muito amigo de vários atletas, técnicos, mas tem um em especial. O Tite. Para vocês terem uma noção, nesta última Copa do Mundo eles conversavam com frequência pelo Whatsapp, e os dois mantém uma relação de amizade muito firme”, comentou Alan durante sua fala na tribuna da Câmara. Ao final, o vereador também não descartou a vinda do técnico para a homenagem na casa. “Quem sabe, impossível não é”, finalizou. 

O livro

O técnico da seleção brasileira ainda está em um dos capítulos do livro que conta a história de vida do ex-atleta, e que desde 2016 é escrito pelo jornalista Nando Rocha, que também é colunista do Giro de Gravataí. O livro não tem data para lançar, mas poderá ser finalizado em 2019, e conta com a participação de diversos outros atletas, amigos e familiares, que conheceram Régis e sua história de luta e superação.

Na foto: Nando Rocha, Tite e Régis Tadeu, pai do Régis Júnior durante o depoimento do técnico, na época treinador do Corinthians, para o livro.

Título a ser recebido é honraria máxima na cidade

A entrega do título de Cidadão Gravataiense já tem data. Será no dia 13 de novembro, coincidentemente ou não, a data é a mesma do sábado trágico que interrompeu a carreira do atleta. Em nota, a assessoria de imprensa da casa legislativa informou que o regimento interno da Câmara, os títulos de cidadania ou qualquer outra honraria ou homenagem são concedidos a pessoas que sejam de notória idoneidade, que tenham se destacado na prestação de serviços à comunidade ou por seu trabalho social, cultural e artístico e que sejam merecedoras de gratidão e reconhecimento da sociedade.

Relembre o caso 

O ano é 1999. Régis entrava em campo para uma partida decisiva pela Copa RS, da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). De um lado a sua equipe, o SER Caxias, e do outro a equipe do Santo Ângelo. A partida foi disputadíssima, durante os 90 minutos, e estava empatada em 1×1, o que levaria o jogo para os pênaltis. 

Já nos acréscimos, próximo dos 49 do segundo tempo, Régis foi para a área na última tentativa de desempatar o jogo, e colocar o seu time na próxima fase da competição. Ele não viu a bola chegando na área, e até hoje, não lembra de nada daquele fatídico sábado. 

Fora do lance de bola, Régis foi atingido por um soco, dado pelo jogador Darzone, e ali encerrou a carreira de forma prematura. Ele ficou dias internado na UTI, e após voltar para casa, em Gravataí, teve que fazer uma série de fisioterapias, ecoterapias, hidroterapias, reaprendendo a caminhar e falar novamente. 

Em 2007, Darzone foi condenado a dois anos de prisão e cumpriu um terço em regime aberto e o restante em condicional. Em 2012, a Justiça deu ganho de causa a Régis e obrigou Santo Ângelo a indenizá-lo, o que ainda não ocorreu. As medidas judiciais, no entanto, pouco interessam ao ex-zagueiro e sua família, que celebram a cada dia a vida que Régis teve de volta. 

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