Denúncia: Casal é acusado de aplicar golpes imobiliários em Gravataí e região

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Um atendimento bom e alguns imóveis com preços acessíveis, chamou a atenção de um casal para fazer a compra do seu primeiro apartamento. Uma entrada no valor de R$ nove mil  fez com que eles estivessem a um passo de mais uma conquista, porém tudo foi por água a abaixo e o que era pra ser comemorado com vitória, rendeu uma tremenda dor de cabeça. O caso aconteceu em 2014 e até hoje as vítimas do golpe não foram ressarcidas.

Conforme testemunhas, pelo menos outras sete pessoas foram vítimas de uma dupla que agia no município de Gravataí e região. Maikel Raymundo Gomes e Marindia Ceccon Machado, proprietários da empresa Raycon Imóveis, situada no município, são acusados de aplicar golpes que já ultrapassam o valor de R$ 100 mil reais.

O primeiro contato e a descoberta da farsa 

Em 2014, Lisiane Rocha Debom, conheceu a imobiliária através de sua irmã, já que o estabelecimento ficava no Residencial Ibiza, bairro Morada do Vale II, em Gravataí. Na época, a intenção de Lisiane era comprar um imóvel pelo plano “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal. Ainda segundo ela, o primeiro contato com Maikel, o golpista, foi sem nenhuma desconfiança, o mesmo ainda mostrou algumas plantas de algumas casas que estavam para ser construídas no bairro Neópolis, também em Gravataí.

Após as primeiras boas impressões e a certeza de que realmente as casas estavam sendo construídas, Lisiane aceitou a proposta de financiamento e deu uma entrada no valor de R$ 5 mil para Maikel que também aceitou a condição de receber parcelado e logo após seria feito o financiamento junto da Caixa Econômica Federal. Desde o pagamento, Maikel não estava em constante contato com a compradora, o que não é comum vindo de um corretor, foi nestes detalhes que Luciana Debom, irmã de Lisiane, começou a desconfiar de que a irmã estava caindo em um golpe.

Só que comecei a desconfiar porque ele nunca chamava ela para levar os papéis do financiamento, e só dizia que estava tudo certo, então eu comecei a perguntar e ligar, ele inventava várias desculpas, que não tinha sido liberado ainda o alvará pela prefeitura, por isso estaria demorando para fazer os papéis. Agora sou formada, mas na época eu era estudante de direito, mostrei o contrato que ele fez com minha irmã para um advogado, colega meu, e percebemos que era algo totalmente sem validade, contrato não assinado, me disseram que típico de estelionatário. No mesmo dia encontrei no Facebook outra vítima do golpista, também aqui de Gravataí. Ai caiu a ficha, realmente era um golpe! “. Contou Luciana, irmã da vítima.

A empresa mais procurada de Gravataí 

A empresa Raycon Imóveis, de propriedade de Maikel e sua esposa Marindia, era a mais procurada de Gravataí. Não para a compra de bens e sim para encontrar e cobrar o casal que prejudicou diversos outros moradores com o mesmo tipo de esquema, pegava a entrada do negocio e “dava no pé”. A sede da empresa que ficava no Residencial Ibiza, também aparece localizada em um bairro no município de Cachoeirinha, porém em nenhum dos dois locais existe de fato a empresa. A situação levanta a suspeita de que a empresa servia apenas de fachada para não haver desconfiança por parte dos clientes.

Um outro fato que chama a atenção, é se o casal estaria aplicando o golpe em outras cidades, já que no site do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), o nome de Maikel aparece como ativo, ou seja, ele ainda estaria exercendo a profissão e seu registro ainda estaria válido.

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Nossa reportagem tentou entrar em contato através de ligações e e-mails com o CRECI, porém não obtivemos retorno. As vítimas também relataram que ao caírem no golpe, pediram esclarecimentos ao conselho, porém também não foram atendidas. Os contatos também foram feitos com a empresa Raycon Imóveis e o casal acusado, Maikel e Marindia, porém eles não foram localizados.

O casal tem aproximadamente quatro acusações no Tribunal  de Justiça do Rio Grande do Sul,  porém devido  ao não comparecimento dos dois em julgamentos, o caso poderá ser arquivado. Diversos pedidos de indenização já foram feitos, mas a conclusão ainda não foi deferida por parte do órgão competente.

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