Delegacia de Homicídios investiga se homem sequestrado foi morto e enterrado em Gravataí

Foto: Arquivo Pessoal | Divulgação

Um homem de 33 anos, identificado como Cristiano Dias Moraes, está desaparecido desde o dia 28 de maio, quando pelo menos cinco criminosos armados e encapuzados chegaram em sua casa, na Rua Boqueirão dos Passos, no Morro do Coco, em Gravataí. Fazendo se passar por policiais civis, eles amarraram a vítima, colocaram no porta-malas de um veículo e desde então, familiares e a própria polícia buscam identificar o paradeiro do homem.

De acordo com a investigação, o mesmo veículo utilizado para sequestrar Cristiano foi encontrado totalmente queimado na noite daquela mesma data, na Estrada Fernando Ferrari, no bairro Barro Vermelho. Dentro do carro, foi possível localizar apenas um pá e uma enxada, que conforme a polícia, podem ter sido utilizadas para enterrar o corpo do homem.

Desde o desaparecimento, diligências por parte da Delegacia de Homicídios de Gravataí foram feitas, mas até o momento o corpo da vítima não foi localizado. “Nossas equipes já vasculharam diversas áreas próximas de onde o carro foi encontrado, mas não visualizamos nenhum local com indícios de que algo havia sido enterrado. As ferramentas são os únicos indícios que nós temos”, contou o responsável pela investigação do caso.

Suspeito morreram em confronto com a BM

Ainda conforme a investigação, Cristiano pode ter sido executado pelos mesmos criminosos que 28 dias após seu sumiço, foram mortos em confronto com a Brigada Militar (BM), na ERS-030, também no bairro Barro Vermelho. Na ocasião, a ocorrência iniciou após uma denúncia de que o trio havia realizado um incêndio criminoso na região da parada 97, e só terminou na 107. No veículo, foram encontradas armas, coletes e até uma grana, o que levantou a hipótese de que os criminosos iriam realizar mais uma execução.

Cristiano tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas e pode ter sido executado por conta da guerra entre as facções.

A Polícia conta com a ajuda dos moradores da região para dar continuidade ao caso. A Polícia Civil garante total sigilo dos denunciantes. Os telefones 3945-2741 e (whats) 98608-8876 estão a disposição da população.


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