Destaque Home

“A dedicação e persistência”, as palavras que movimentaram o Almoçando com a Acigra

Publicado

-

Foto: Parkolor Fotografia | Divulgação 

Estas foram as palavras que deram norte e sentido ao último Almoçando com a Acigra de 2018, em Gravataí. O evento ocorrido no final da manhã desta quinta-feira (25), no Intercity Premium, contou com a presença de três empresários da cidade que puderam relatar sobre o crescimentos de suas empresas, desde a criação, a gestão dos negócios e o futuro de cada uma delas. 

Com a presença de autoridades, e demais empresários, o mediador do painel e presidente da Acigra, Régis Albino Marques Gomes, destacou a importância de fomentar o empreendedorismo local no ano em que a entidade completa 90 anos. “Nada melhor que nos 90 anos da Acigra, possamos ouvir alguns empresários, aqueles que fazem acontecer em nossa cidade, no estado e no país. São pessoas que cresceram aqui e construíram seu empreendimentos e negócios, nunca esquecendo da cidade”, disse Régis.

O primeiro a tomar em mãos o microfone foi o presidente da Imobiliária Ducati e CEO Nacional da Lopes Brasil, Luis Felipe Ducati. Em sua apresentação, ele contou um pouco de sua carreira no ramo imobiliário até a criação de seu primeiro negócio, em 2005, tendo como sede a cidade de Porto Alegre. Passados os anos, e tendo iniciado os negócios com apenas cinco corretores, Luis Felipe conta que com a persistência e um planejamento comercial, a empresa fechou o ano de 2015 com 21 diretores de venda entre os mais de 500 corretores da empresa.  Hoje Luis Felipe atua diretamente com a construção de hospitais e empreendimentos publico-privado. 

 “Tudo é questão de foco e determinação. Todos temos que saber aonde queremos chegar. E hoje nas empresas é um desafio tu formar um profissional. Contratar é fácil, o difícil é moldar ele de acordo com a tua cultura, isso já te torna uma pessoa bem sucedida”, disse.

Ducati ainda finalizou contando da estruturação de sua empresa e ainda deu algumas dicas para aqueles que buscam sucesso nos negócios. “Hoje nossa empresa conta com todos os setores estruturados, e isso dá saúde para o negócio. O foco é sempre pensar em entregar um serviço de qualidade, gerando um bom resultado e trabalhar forte na gestão. Empresário não é aquele que tem empresa. Empresário é aquele que anda com a empresa e gera retorno com ela”, finalizou ele.

Das estampas feitas no quarto de casa até as cinco maiores do Brasil

O proprietário da Magic Brands e CEO das marcas Freesurf e CODE, Glauber Migliavaca, foi o segundo a participar do painel e contou sobre a criação de sua empresa, desde o início em sua casa, na parada 72. Antes, ele contou um fato envolvendo o primeiro convidado, Luis Felipe Ducati, amigos desde a adolescência. “Era 99 quando eu precisava comprar um terreno pra instalar a empresa, e o Luis Felipe chegou para mim e perguntou quanto eu tinha para comprar. Eu disse; um Fiat/Pálio. Ele então aceitou o carro, trocou pelos cheques e conseguiu o terreno para mim. Pensei comigo; esse cara tem futuro”, contou ele ironizando as voltas que a vida dá.

Ele contou dos primeiros meses fabricando as próprias roupas com um amigo no bairro Cohab. Em seguida começou a produzir as estampas e confeccionando o produto em sua residência. Pouco tempo depois, através de um conhecido, que há 25 anos trabalha com ele, saiu para vender, ficou 15 dias fora e quando voltou tinha diversos pedidos de compra. E então pouco tempo depois, bem no Centro de Gravataí, abriu sua primeira loja. Hoje a Freesurf está entre as cinco maiores empresas surfwave do Brasil. 

Glauber ainda finalizou contando sobre o preconceito devido as operações de sua empresa se concentrarem no sul, mas comemora os avanços dos últimos anos e dos investimento para 2019, quando a marca completa 30 anos. “Querendo ou não, sofremos um preconceito muito grande por não estarmos no eixo do negócio, que se concentra no Rio de Janeiro, São Paulo e mais ao norte do país, mas mesmo assim, tivemos determinação e foco até nos momentos mais difíceis. Ano que vem estamos comemorando 30 anos, indo para a 4 loja, e com uma nova sede, que ficará às margens da Freeway”, finalizou. 

Por último foi o conselheiro gestor da Sogil, Visate e Santo Anjo da Guarda, Sérgio Tadeu Pereira, que começou contando sobre sua infância, na Morungava, zona rural de Gravataí. Como ele conta, trabalhou em diversos ramos ao longo da vida, até ser chamado pelo seu pai a “tocar” os negócios da família. Em pouco tempo Sérgio já administrava alguns ônibus na frota, que era uma sociedade de 14 pessoas, e que hoje se resume em apenas duas. Ele conta que com muito suor e dedicação conseguiu batalhar para ir adquirindo as demais partes da sociedade.

“Depois de todos esse anos, quando já estava com 37, compramos a frota da cidade de Caxias do Sul que tinha 114 ônibus. Não tinha dinheiro, mas tinha crédito. Fui de peito aberto e arisquei, como todos devem fazer uma vez na vida. Ariscar! Temos que ter ombridade de assumir as coisas, e nesta questão, de pagar o que gastamos, por isso, ter crédito é essencial para um empresário. Sucesso nos negócios, fomos a Porto Alegre e compramos mais uma empresa. Hoje não sou diretor de nenhuma, mas acompanho o crescimento e a dedicação que os diretores estão tendo com elas”, finalizou Sérgio encerrando o painel. 

Publicidade
Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias