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Da rádio Itaí para as lives nos grupos de Gravataí

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Eferson Dilnei da Silva, ou Eferson Dilnei, é um conhecido produtor de lives no Facebook onde apresenta notícias e previsão do tempo da cidade. Algo até então inédito em Gravataí. Ele faz isso desde 2015, quando começou com vídeos caseiros de dois minutos com as mesmas informações da live. O locutor é também cabeleireiro e aos 44 anos mantém a profissão numa loja da parada 67 a 18 anos. Garante nunca ter sido assaltado no comércio. Confira a entrevista.

Quais são teus influenciadores no rádio?

José Aldair, correspondente Ipiranga Rede Gaúcha Sat e Israel Mendes, locutor de notícias da rádio Itaí AM.

Quais rádios tu já passastes?

Já fui locutor em três rádios, a Itaí AM, Capital AM e Interativa. Nas duas primeiras apresentava o programa A Voz da Libertação, que era um programa religioso da Igreja Deus e Amor. Dava anúncios evangélicos, tocava pedido de músicas que vinham pelo telefone e coisas desse tipo. Na Interativa, ligada a um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, eu e tu apresentamos um programa toda sexta-feira à noite. (O repórter que entrevista Eférson já dividiu os microfones com ele no programa Interativa Gospel).

Acervo pessoal/Eferson Dilnei

Quais as diferenças técnicas do rádio de antigamente e o de hoje?

Antigamente o locutor ficava em um “aquário” e o operador de áudio que se virava para fazer a coisa andar. Tínhamos dois toca-discos, um para fundo musical e outro para tocar músicas mesmo. Hoje em dia o próprio locutor é jornalista, opera a mesa de áudio etc. Mas a questão da voz de locutor (risos) não existe mais. Basta saber comandar o programa.

Em uma época de WhatsApp e Facebook, como era passar as notícias antigamente?

A gente pegava a Zero Hora, o Correio do Povo e lia as notícias ao vivo. Era assim.

Qual das rádios tu te identificava mais?

Com certeza a rádio Itaí. Era um pessoal mais tranquilo e donos da rádio (Igreja Deus e Amor), enquanto que na Capital as coisas eram mais ásperas, devido ao espaço do programa da igreja ser alugado.

Ouça um trecho do programa A Voz da Libertação, apresentado por Eferson Dilnei na extinta Capital AM/acervo pessoal

Abaixo, uma vinheta para o Giro de Gravataí gravada por Eferson

Mas por que tu decidiste virar cabeleireiro?

Eu trabalhava no Asun. Não via perspectivas de crescimento e até comentei com meu colega verdureiro, que queria sair de lá e montar um negócio que desse dinheiro. Então resolvi sair do mercado e fiz um curso de cabeleireiro que durou quatro meses em 2000, e no ano seguinte eu já estava com o salão aberto aqui mesmo, na parada 67, há 18 anos. Consigo me sustentar daqui tranquilamente e nunca fui assaltado neste ponto. Uma vez tinha uma agência dos Correios em frente e um bandido deu um tiro em um funcionário. Só vi isso.

Andreo Fischer

Tu ganhavas bem nas rádios?

Nada! Sai em 1997 delas e nunca ganhei salários. Fazia de graça para ser reconhecido no mercado e quem sabe ser contratado.

Tem curso de radialista?

Em 1997 fiz um curso de locutor na antiga Feplam (hoje Oscip Padre Landell De Moura), ali no bairro Santana, em Porto Alegre.

Acervo pessoal/Eferson Dilnei

Vai e volta: cabeleireiro ou radialista?

Radialista.

Por quê?

A veia comunicativa é mais alta, é em primeiro lugar. Pretendo voltar aos microfones se houver oportunidades.

Na área da comunicação moderna existem as fake news. Como tu lidas com isso?

Se eu desconfiar, nem passo.

Quantos grupos tu tens?

Três. Um de notícias, outro de mensagens bíblicas e um só para amigos. Todos no WhatsApp.

E as lives?

Voltei ontem (04/02). Resolvi tirar férias antes disso. Inclusive estou buscando patrocinadores para ampliar nosso alcance.  Todo dia às 22 horas, trarei informação e a tradicional previsão do tempo.

Já houve algum problema com as lives?

Já me denunciaram sei lá porque, mas tá tudo bem.

Tu fazes mais duas lives diferenciadas.

Sim, jovem guarda e só bandinhas. O pessoal tem gostado muito.

Tu já foste locutor no Nacional da 66 em 94. Qual a diferença do mercado de antigamente e o de hoje?

Quase nenhuma. Era só porque não existia ar-condicionado e o trabalho era feito por ventiladores. Também naquela época as caixas registradoras eram a manivela, não existiam computadores. Os antigos donos eram de Esteio, Teodoro Pedrotti (hoje sócio de duas empresas de ônibus em Esteio) e Edivino Zagonel (sócio de uma transportadora que inclusive trabalhou para o Nacional). O Nacional da 66 tem 41 anos e agora só vende leite de caixa (risos).

Andreo Fischer

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