Conheça Fernando Kaercher Pacheco, o Deadpool do centro de Gravataí

Deadpool de Gravataí virou celebridade no centro – Foto: Facebook/Reprodução

“O Deadpool tá lá na praça em frente à prefeitura. Parece que tá vendendo algo. E tá todo mundo tirando foto com ele”. Ao percorrer mais alguns passos pela José Loureiro é possível ouvir mais alguns comentários. “Tem um cara com uma roupa vermelha lá na prefeitura. Dizem que tá vendendo pão, não sei não”. Estes são os comentários feitos por populares e comerciantes de Gravataí, sobre um vendedor misterioso que diariamente faz a venda de pães nas imediações da Praça da Bíblia, no centro.

O Deadpool gravataiense – como foi apelidado nas redes sociais, se chama Fernando Kaercher Pacheco de 20 anos, e é morador da Parada 72 de Gravataí. Trabalhando como garçom em Porto Alegre, Fernando encontrava dificuldades para se deslocar diariamente até a capital. Mesmo sendo bolsista do ProUni na Ulbra de Gravataí, ele também tinha um alto custo com os materiais de estudo ficando quase sem dinheiro para o resto do mês.

Como surgiu a ideia de vender os pães fantasiado de Deadpool?

Fernando conta que tinha a vontade de trabalhar em algo que não desse só alegria para ele, mas que com o seu trabalho ele pudesse fazer o dia das pessoas mais felizes. Por sua vez, o pai de Fernando, também morador de Gravataí, foi durante muitos anos padeiro o que facilitou criar um produto caseiro e de bom preço para ser comercializado. Surgiu então a ideia de vender os pães caseiros.

Foi então que ele viu uma oportunidade de se destacar nas vendas. Em primeiro momento Fernando pensava em buscar algum personagem semelhante a sua identidade. Conforme ele, o Deadpool é um personagem que de certa forma é um pouco comediante, foi neste momento que ele decidiu que o personagem sairia dos estúdios da Marvel e viria até Gravataí.

As dificuldades  

Por ser um jovem batalhador, Fernando não dá muita bola para comentários negativos sobre seu trabalho. Ele conta que algumas pessoas se sentem acuadas com sua presença, mas que a grande maioria o trata com carinho e pede até pra tirar fotos, principalmente as crianças.

“Alguns me chamam de “homem aranha”, outros de ninja. A grande maioria que reconhece o Deadpool é o público jovem, os adolescentes e as crianças. Eu fico parado, faço gestos e logo as pessoas olham os pães e entendem que eu estou vendendo. As reações são diversas, mas a grande maioria pede para tirar fotos, as crianças se divertem. Eu fico muito feliz com isso. Essa é a motivação para continuar”, conta Fernando.

O olheiro da quadrilha de bancos

Embora a grande maioria saiba que o jovem fantasiado de Deadpool faz a venda de pães no centro da cidade, alguns ainda olham com estranheza o que acaba causando confusão e um certo desconforto para o vendedor. Como conta Fernando, há dias atrás ele foi abordado após uma denúncia anônima onde ele seria um olheiro que pertencia a uma quadrilha de roubo de banco e estaria fingindo a venda dos pães para monitorar a saída e a entrada dos clientes nas agências bancárias no entorno da praça.

“Eu consegui explicar que eu era um vendedor de pães que apenas inovou o serviço. Assim fui liberado sem problemas. Alguém fez uma denúncia anônima e a polícia foi lá verificar, mas não dou bola para isso. Chega a ser engraçado”, contou.

O futuro do vendedor

Embora o trabalho diário seja árduo, Fernando garante que irá continuar com a atividade que já rendeu a ele boas histórias e principalmente aumentou a renda para terminar os estudos e pensar em um futuro melhor.

“A minha real pretensão sempre foi trabalhar com alegria, trabalhar com algo que me faça levar sorrisos. Hoje, observando o sucesso do Deadpool Gravataí, pretendo dar seguimento ao projeto e se tudo der certo, amplia-lo”, finalizou Fernando.

Deadpool de Gravataí nas redes sociais (clique aqui)


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