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Polícia

Casos de decapitações já desafiaram a investigação da Polícia em Gravataí

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Orides Telles da Silva, o ‘Bonitinho’. Foto: Polícia Civil/Divulgação

A data era 02 de maio de 2017. Na ‘fita’, criminosos, vestindo camisetas da Polícia Civil, e armados com fuzis e pistolas, invadem um residencial no bairro Cadiz e sequestram um morador de 47 anos. Horas depois da investida, um vídeo ganhava repercussão nas redes sociais.

A vítima sequestrada, ajoelhada sob a mira dos fuzis, foi identificada. Tratava-se de Orides Telles da Silva, conhecido no mundo do crime como Bonitinho. Ex-líder de um grupo criminoso dos anos 90, ele coordenou ataques à carros fortes e agências bancárias por toda a região Sul. Além disso, era braço direito e esquerdo de um dos maiores criminosos da história do Estado, José Carlos dos Santos, o Seco.

Seco e Bonitinho, entre outros criminosos, como; Jonas Dedão, Jair Cabeludo e João das Couves se especializaram nos ataques à transportes de valores quando a tática empregada era jogar contra os veículos de malote, caminhões e outros pesados. Anos depois, inovaram os ataques, partindo para instituições financeiras no chamado ‘novo cangaço’, empregando o terror em pequenas cidades do interior do RS.

O roubo do avião

O mais audacioso crime cometido por Bonitinho, que escolheu Gravataí para viver o resto de sua vida, aconteceu em 2006, quando ele e seus comparsas roubaram malotes de um avião que transportava valores no aeroporto Carlos Alberto da Costa Neves, em Caçador, Santa Catarina.

Na ação, eles arquitetaram o roubo, jogando miguelitos em estradas nas quais previam uma aproximação das viaturas da polícia. Além disso, enquanto rendiam o piloto e roubavam os valores, comparsas preparavam os carros para a fuga, que depois foram queimados para dificultar o trabalho da polícia.

A morte de Bonitinho

Em poder de criminosos, Bonitinho foi torturado e teve sua cabeça arrancada à golpes de machado. Quatro dias após o crime, seus membros foram espalhados ao longo da BR-386, em Canoas. Na época, a investigação apontou que a execução brutal de Bonitinho era uma retalhação à morte de um homem, parente de um dos líderes de uma facção rival a de Bonitinho. Durante a investigação, policiais também suspeitavam que Bonitinho pudesse ter trocado de facção, o que não teria sido aceito pelos seus antigos comparsas.

A polícia nunca conseguiu indiciar todos envolvidos na morte do criminoso, mas conseguiu apurar que a ordem de execução de Bonitinho foi dada de dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre. Na época, conforme o então delegado da Homicídios de Gravataí, Felipe Borba, a execução brutal foi para mostrar o poder e confiança dos líderes do grupo com seus membros.

Vídeos que circulavam nas redes mostravam a vítima sendo torturada. Foto: Polícia Civil/RS

Um ano depois, mais um em maio  

Foi no dia 09 de maio 2018 que um princípio de incêndio no terreno às margens da Dorival de Oliveira, na altura da parada 61, revelou um local de crime. O fogo, na verdade, era do corpo de um homem, que havia sido decapitado e teve os pés e mãos cortados por criminosos. O tronco dele estava parcialmente enterrado. O resto dos membros estavam ao lado do corpo.

Na época do crime, a polícia conseguiu identificar a vítima através de documentos encontrados no entorno. Segundo a polícia, Jorge Cristiano da Silva Petry, de 33 anos, foi pego por criminosos, que o executaram no terreno. A investigação nunca conseguiu apontar os autores do crime. Entretanto, através das investigações, eles constaram que os contantes furtos do homem na região, de domínio de uma facção criminosa, teria motivado a brutalidade empregada em sua morte.

Um novo velho crime

Passado o tempo, a Polícia Civil se viu diante de um novo crime brutal. O corpo de um homem encontrado decapitado no Distrito Industrial de Gravataí colocou uma dúvida na cabeça dos investigadores. Porque e para quem o interesse de assassinar uma vítima e arrancar sua cabeça?

Decapitação de caminhoneiro foi o último caso brutal registrado na cidade. Foto: Polícia Civil/Divulgação

A execução do caminhoneiro Clovis Antonio Wanzeniak Teixeira, 41 anos é incomum para o novo modelo empregado pelas facções, que promovem ataques e sequestros, seguido de assassinatos por arma de fogo. A investigação do crime avança, segundo o delegado, mas está truncada devido à alguns fatores. “Sem câmeras no entorno, e com apenas um ferimento por arma de fogo, um calibre 22 a princípio, o crime desafia”, conta Eduardo do Amaral.

Ainda conforme ele, a investigação foca agora no depoimento de testemunhas e familiares da vítima. A polícia também já sabe que Clovis era usuário de drogas, e ultimamente estaria vendendo seus pertences. “A investigação está andando, mas ainda não podemos dar maiores detalhes. É um crime diferente, mas ainda não sabemos o porque de tamanha brutalidade”, concluiu Amaral.

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