Caso Pampas Safari | Cai liminar que impedia morte dos cervos



Foi na tarde desta última quarta-feira (04), no dia Mundial dos Animais, que foi cassada a liminar que impedia a morte de mais de 300 cervos do Pampas Safari, em Gravataí. A decisão foi tomada pelo Desembargador Armínio José Abreu Lima da Rosa, da 21º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

De acordo com a deputada e ativista da causa animal, Regina Becker, a decisão foi tomada após o juiz entender que há grave risco de proliferação de tuberculose, e de que o abate é para fins sanitários. Ela ainda reforça que pesou na decisão a chancela do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Secretaria Estadual da Agricultura, para o abate dos animais.

A outra versão através de um depoimento

Dias após o escândalo da matança dos cervos no parque, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (FMMA) buscou investigar a situação, após denúncias de que alguns cervos que já haviam sido mortos, não teriam nenhum tipo de doença.

Um vídeo gravado durante uma reunião entre agentes da prefeitura e um responsável pelo frigorífico, revelou que cerca de 19 animais teriam sido encaminhados ao abatedouro. Em um outro trecho da conversa, o representante do frigorífico afirma que se todos os animais tivessem sidos enviados de uma só vez, já estariam mortos, por isso pediu para que o parque enviasse de 20 em 20. Como o matadouro nunca tinha feito o abate de cervos, eles queriam testar os equipamentos nessa espécie de animal para ter certeza que poderiam realizar o serviço, contou o proprietário em depoimento.


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