Caso Pampas Safari | Ativistas seguem de plantão e muro começa ser erguido em frente ao parque



Portão começou a ser instalado na entrada do parque | Foto: Juliana Coube | Reprodução Facebook

Desde que a justiça proibiu a retirada dos mais de 300 cervos do Pampas Safari, que iriam para o abate, ativistas e simpatizantes da causa animal tem permanecido no local para ter a certeza de que nenhuma espécie seja retirada do parque. A proposta da administração, responsável pelo parque-safári, era de que os animais que estivessem com tuberculose e oferecessem riscos à saúde das demais espécies, deveriam ser abatidos. No entanto, conforme apurado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (FMMA), os 18 cervos que já haviam sido abatidos e os demais que seriam levados para um frigorifico, teriam suas carnes comercializadas.

Desde o início das campanas, ativistas contam que a movimentação é intensa em frente ao parque. Veículos entram e saem do local, carros com pessoas uniformizadas, muitos deles “carrões” – conforme denominado por um deles, e muito dos veículos com placas de outros estados, o que poderia ser advogados e olheiros dos proprietários, relata uma das ativistas em um vídeo gravado e divulgado nas redes sociais.

Na manhã desta terça-feira (27) um muro começou a ser erguido na entrada do parque, há pelo menos dez metros das margens da ERS-020. De acordo com a ativista Juliana Coube, que fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook, a principal hipótese seria a demarcação e o início das obras, pois o local já não funciona mais como empreendimento e ali seria construído um residencial. A outra hipótese, essa levantada pelas redes sociais, é de que a construção do muro teria sido ordenada para atrapalhar e terminar com os protestos em frente ao parque.

Entenda o caso

Em abril, os donos do parque pediram autorização para abater os cervos e para que a carne dos animais que não tivessem a doença fosse vendida para consumo humano. O exame para comprovar a tuberculose só seria feito após a morte dos animais. o Ibama não autorizou, e pediu para o Safari fazer os exames com os animais vivos, para que os saudáveis fossem retirados do rebanho contaminado.

Os donos do parque disseram que não tinham dinheiro para fazer os exames e o tratamento dos cervos. Logo, pediram o abate emergencial de todos os animais por suspeita de tuberculose. Em 2007, búfalos foram contaminados. Em 2013, um novo surto atingiu camelos, lhamas e cervos. O Ibama chegou a interditar o local, mas ele reabriu três meses depois.

Um vídeo gravado durante uma reunião entre agentes da prefeitura e um responsável pelo frigorífico, revelou que cerca de 19 animais teriam sido encaminhados ao abatedouro. Em um outro trecho da conversa, ele afirma que se todos os animais tivessem sidos enviados de uma só vez, já estariam mortos, por isso pediu para que o parque enviasse de 20 em 20. Como o matadouro nunca tinha feito o abate de cervos, eles queriam testar os equipamentos nessa espécie de animal para ter certeza que poderiam realizar o serviço, contou o proprietário em depoimento.

 


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