Boato de toque de recolher assusta moradores no bairro Itacolomi



Um boato sobre um suposto toque de recolher, dito por traficantes, tem causado pânico em moradores e comerciantes das proximidades da parada da ERS-020, no bairro Itacolomi, em Gravataí, após a execução de dois homens em decorrência da disputa por pontos de tráfico de drogas.

Uma ordem direta dos executores do último atentado teria chegado até a Escola Municipal Duque de Caxias, obrigando a direção a liberar as crianças mais cedo. Um creche da rede municipal também teria sido orientada a fechar as portas até que o “problema” entre os traficantes fosse resolvido.

Em conversa com o Giro de Gravataí, a diretora da escola explica como o boato pode ter surgido e garante que não houve nenhuma ordem para que a escola fosse fechada em decorrência da guerra entre as facções.

“Como nosso bairro tem sofrido com a insegurança, o boato se espalhou rápido, mas não sabemos de onde tiraram que a escola foi orientada a fechar. Em nenhum momento isso ocorreu, mas devido a esses acontecimentos é normal que os pais venham mais cedo buscar os filhos, ou também nem mandem eles para a escola após essas mortes que vem ocorrendo. Nós, professores, estamos trabalhando normalmente e os estudantes frequentando as aulas de forma normal”, contou Ana Paula.

Nossa reportagem entrou em contato com o 17º BPM, mas o responsável, Tenente Coronel Padilha, não estava nas dependências. De acordo com um policial, não existe nenhum tipo de ordem para que moradores e comerciantes fiquem dentro de suas casas. A Guarda Municipal de Gravataí tem conhecimento dos boatos, mas garante que segue trabalhando e fazendo o patrulhamento na região.

A última ocorrência da região 

Dois homens foram mortos a tiros e outro ficou ferido na noite de sábado (17), às margens da RS-020, no bairro Itacolomi, em Gravataí. De acordo com a Brigada Militar, ocupantes de um carro preto passaram atirando contra o trio. A polícia acredita que o crime foi motivado por acerto de contas.

Diego Belmonte Bandeira, 28 anos, e Tauan Jorge Junior Pantalhão, 25 anos, morreram no local. O irmão de Tauan, cujo nome não foi divulgado, foi baleado em uma das pernas e não corre risco de vida.

 


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